Autoridades confirmam 26 mortes em presídio no Rio Grande do Norte; corpos foram mutilados

02:24 Geral, Notícias 15/01/2017 - 21h53 Brasília Embed

Marcos Chagas

As autoridades de segurança pública do Rio Grande do Norte (RN) informaram na noite deste domingo (15) que 26 pessoas foram mortas na rebelião da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal.


O secretário estadual da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, disse que o cenário no interior de Alcaçuz, após a rebelião, era de barbárie, com as estruturas muito danificadas e corpos mutilados.


Dois corpos foram carbonizados, um corpo está semicarbonizado e as demais vítimas foram decapitadas. 


O diretor do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), Marcos Brandão, informou que os 26 corpos foram acondicionados em sacos próprios para transporte e estão em uma carreta refrigerada, sob o cuidado da Polícia Militar.


Os trabalhos de necrópsia e identificação começam nesta segunda-feira (16). Marcos Brandão não previu o tempo que deve levar a identificação das vítimas, mas informou que as famílias de detentos que estiverem em busca de informações devem ir até o Itep e não ao Presídio de Alcaçuz. 


O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra, disse que durante a tarde as forças policiais, incluindo autoridades, soldados e peritos, entraram no local para realizar a contagem dos presos, fazer a análise da extensão dos danos estruturais e avaliar a situação das vítimas que foram mortas ou feridas.


Também foram feitas revistas nas celas e apreendidas armas caseiras. Houve uma fuga durante a rebelião, mas o foragido foi encontrado rapidamente. 


O motim começou por volta das 17h de sábado (14), resultado de briga entre integrantes de facções criminosas rivais que cumprem pena no local.


A rebelião aconteceu no pavilhão 4. Detentos do pavilhão 5, que são mantidos separados, escaparam e deram início ao confronto.


A rebelião foi contida no começo da manhã deste domingo (15). Houve mobilização de todas as forças policiais do estado para trabalhar na contenção do conflito, evitando que se espalhasse para outros pavilhões. 

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