História Hoje: Ataque com gás sarin no metrô de Tóquio completa 22 anos

02:50 Geral, Programetes 20/03/2017 - 07h00 Brasília Embed

Apresentação América Melo

No dia 20 de março de 1995, ocorreu o ataque do gás sarin no metrô de Tóquio. Esse foi o nome dado pela imprensa japonesa e internacional. Foi um ato de terrorismo realizado por membros do culto apocalíptico chamado Aum Shinrikyo, ou Verdade Suprema.

 

Os ataques ocorreram entre 7h46 e 8h46 da manhã. Nove milhões de pessoas circulavam até o centro de Tóquio. Entre elas, estavam cinco homens com guarda-chuvas com pontas de metal e sarin, um líquido sem cor ou cheiro, usado como arma química, embalado por jornal em suas mochilas. O gás causa sufocamento e problemas de visão.

 

Cada homem tinha também uma seringa com sulfato de atropina, um antídoto inibidor do gás sarin. Eles não queriam sentir os efeitos do gás. O plano era soltar o sarin às oito da manhã. Masato Yokoyama estava em um dos trens. Ele tinha 31 anos e era aluno de Física Aplicada da Universidade de Tokai.

 

Yasuo Hayashi tinha 37 anos. Ele estava com três pacotes de sarin, enquanto os outros estavam com dois. Hayashi é formado em Inteligência Artificial. Kenichi Hirose tinha 30 anos. Ele era da Brigada de Emergência Química do culto.

 

Ikuo Hayashi era o mais velho. Tinha 48 na época. Cinco anos antes, ele deixou seu emprego de cardiologista para entrar no culto. O quinto homem era Toru Toyoda, que tinha 27 anos. Ele ajudou na fabricação secreta do sarin que os cinco carregavam.

 

Cada terrorista pegou uma linha de metrô e as cinco se encontravam próximo à sede do governo japonês, o alvo da operação. Os homens foram instruídos por Shoko Asahara, fundador do grupo Aum Shinrikyo.

 

No dia da liberação do gás na estação de Metrô de Tóquio, testemunhas disseram que parecia um cenário de guerra. As pessoas estavam deitadas no chão, tendo dificuldades para respirar. Mais de cinco mil precisaram ser hospitalizados. Oito morreram.

 

Os terroristas foram capturados pela polícia. Ikuo Hayashi foi condenado à prisão perpétua. Os outros receberam pena de morte.

 

Produção: Gabriel Palma
Sonoplastia: Messias Mello

 

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