Justiça suspende transferência de Adriana Ancelmo para prisão domiciliar

02:10 Geral, Notícias 20/03/2017 - 20h55 Rio de Janeiro Embed

Nanna Pôssa

A Justiça suspendeu a transferência da advogada Adriana Ancelmo para prisão domiciliar. A decisão liminar foi dada nesta segunda-feira pelo desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região após pedido apresentado pelo Ministério Público federal.

 

Com isso, a mulher do ex-governador Sérgio Cabral permanece presa no Complexo Peniténciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, até que a questão seja julgada no mérito pelo colegiado, que ainda não tem data para ocorrer.

 

A transferência para prisão domiciliar havia sido determinada pelo juiz Marcelo Brêtas na última sexta-feira em medida chamada de ofício, sem que a defesa de Adriana Ancelmo tivesse feito o pedido.

 

O beneficio de prisão domiciliar levou em consideração o fato que tanto Adriana Acelmo e o marido Sérgio Cabral estarem presos preventivamente, o que dificulta a criação dos dois filhos de 11 e 14 anos de idade.

 

O argumento do desembargador federal Abel Gomes para suspender a decisão foi que o juízo de primeiro grau já havia apreciado a questão anteriormente e decidido pela prisão preventiva e, desde então, não houve novos fatos para justificar a mudança.

 

Em sua decisão, Abel Gomes afirmou que o benefício de prisão domiciliar criaria expectativas vãs para a própria acusada, que poderia ser presa novamente, e para outras mulheres presas preventivamente, que não conseguem o mesmo direito.

 

Desde março do ano passado, o código penal permite que a prisão preventiva seja substituída pela domiciliar quando se tratar de mulher gestante ou com filho de até 12 anos incompletos.

 

Adriana Ancelmo foi presa em dezembro do ano passado, acusada de fazer parte do esquema de corrupção supostamente chefiado por Cabral, que foi preso no mês anterior.