Na Trilha da História: Relembre a trajetória e a ousadia da cantora Elis Regina

05:38 Geral, Programetes 15/03/2017 - 12h00 Brasília Embed

Apresentação Isabela Azevedo

Olá! Eu sou a Isabela Azevedo e está começando o Na Trilha da História. Hoje nós vamos falar sobre Elis Regina. A gaúcha de 1 metro e 53 centímetros de altura foi uma das maiores, senão a maior, cantora do Brasil.

 

Elis Regina Carvalho Costa nasceu no dia 17 de março de 1945, em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Cresceu em um bairro de classe média de Porto Alegre, ouvindo pelo rádio grandes vozes da música brasileira.

 

Sonora: "A Elis recebia música pela Rádio Nacional. Então os ídolos dela eram, primeiramente, Cauby Peixoto, ela sempre citava isso, da importância do Cauby quando era criança. E Ângela Maria! Os dois vão moldar a voz da Elis Regina."

 

E é no rádio que Elis começa a carreira.

 

Sonora: "Então Elis vai para a Rádio Farroupilha e depois é descoberta pela Rádio Gaúcha. Isso quando ela tem 15 para 16 anos."

 

Elis gravou o primeiro disco aos 16 anos de idade e antes mesmo de completar 20 anos, Elis já morava no Rio de Janeiro e sustentava a família.

 

Sonora: "Fazendo show no beco das garrafas, ganhando muito pouco ainda, mas já tendo esse peso de levar a família nas costas. Aí que a Elis começa a se armar para o mundo. Porque depois todo mundo fala que ela era uma pessoa intempestiva, imprevisível, o humor mudava, bipolar... Mas eu tenho pra mim que a Elis começa a se armar para esse mundo cão nesse momento. A paz da Elis acaba por volta dos 15 anos de idade."

 

Dona de uma voz poderosa, Elis tinha uma afinação impecável, improvisava uma melodia inquieta, transitava entre a técnica e a emoção com maestria.

 

Sonora: "Porque a Elis tinha uma cabeça de músico. Ela era uma cantora, mas ela pensava como uma instrumentista, como se ela fosse uma trompetista, ou uma baterista. Cantando, ela fazia divisões na voz para dialogar com o baterista, por exemplo. Ou então ela usava um recurso no solo, no improviso de voz, como se fosse um trompete, sabe?"

 

Elis Regina ficou conhecida pelo gênio forte e ganhou o apelido de Pimentinha. Certa vez, a cantora descobriu que os integrantes da banda dela estavam insatisfeitos com o cachê... Aí o tempo fechou!

 

Sonora: "Ela foi fazer um show com o Toninho Horta na guitarra e com o Wilson das Neves na bateria, só fera, né? Aí, na última música, ela falou assim: 'agora gente, aplaudam bastante que esta é última vez que essa banda toca comigo'. E aí ela demitiu a banda no palco. Para você ver a personalidade que essa menina criou desde cedo e já falando grosso com os caras."

 

Esta foi a versão reduzida do Na Trilha da História. Para saber mais sobre a carreira e os relacionamentos de Elis Regina, ouça o programa completo! O áudio está disponível em radios.ebc.com.br/natrilhadahistória. Assim, você vai conferir na íntegra a entrevista com o biógrafo Julio Maria e músicas que marcaram a carreira de Elis Regina.

 

Se você você tiver alguma sugestão para o Na Trilha da História, envie um e-mail para culturaearte@ebc.com.br. Até semana que vem, pessoal!

 

Na Trilha da História: Apresenta temas da história do Brasil e do mundo de forma descontraída, privilegiando a participação de pesquisadores e testemunhas de importantes acontecimentos. Os episódios são marcados por curiosidades raramente ensinadas em sala de aula. Tem periodicidade semanal. Acesse aqui as edições anteriores.