Obras do VLT no Distrito Federal estão paradas desde 2009; não há prazo para retomada

02:54 Geral, Especiais 02/04/2017 - 09h20 Brasília Embed

Anna Luisa Praser

Uma construção perdida no tempo: o veículo leve sobre trilhos, uma das obras de mobilidade previstas para a Copa do Mundo em 2014, não chegou a ser entregue.

 

Iniciado em 2009, ainda no governo de José Roberto Arruda, e com um orçamento prévio de R$ 276 milhões para a construção do VLT, a obra chegou a ser iniciada, mas foi totalmente embargada em 2011. A Justiça determinou a anulação do contrato de execução do projeto após suspeitas de irregularidades no processo de licitação.

 

Nesse período, o trânsito no final da Asa Sul chegou a ser totalmente impactado. Quem passava pelo Setor Hospitalar Sul enfrentou trânsito interditado e engarrafamento, na promessa da construção do trecho do VLT que ligaria as asas sul e norte ao aeroporto.

 

Com a proximidade da Copa do Mundo e a dificuldade de realizar licitações em tempo hábil, o VLT acabou saindo do calendário de obras de mobilidade previstas para o mundial. Cerca de R$ 26 milhões foram liberados pelo Ministério das Cidades para a execução desse pedaço da obra, chamado de Trecho 1, que segundo o Portal Brasil, do Governo Federal, beneficiaria 115 mil passageiros diariamente.

 

Atualmente, as obras do VLT neste local foram convertidas em um viaduto, que segundo o metrô DF, fazia parte do projeto inicial.

 

O corretor Eliwood Souza, de 68 anos, acredita que o VTL seria uma solução para o transporte público lotado.

 

As obras que ligariam o aeroporto à W3 não serão mais executadas, porque, segundo o Metrô DF, o plano executado para a Copa do Mundo precisa ser reavaliado. Segundo o presidente do Metrô, Marcelo Dourado, serão três projetos diferentes: dois para circulação do VLT no Plano Piloto e um de interligação entre cidades satélites.

 

A estimativa de gastos só poderá ser feita após a conclusão dos estudos de viabilidade dos três trechos. De acordo com o Metrô DF, a obra será integralmente executada pelo governo federal, sem a participação do GDF, e terá como agente financiador a Caixa Econômica Federal. Ainda não existe um prazo para a retomada das obras do VLT no Distrito Federal.

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