História Hoje: Tropas britânicas matavam centenas de indianos em ato pacífico liderado por Gandhi

02:30 Geral, Programetes 13/04/2017 - 07h07 Brasília Embed

Apresentação Dilson Santa Fé

13 de abril de 1919. Tropas britânicas abrem fogo contra uma multidão de indianos desarmados em Amritsar, região do Punjab, Norte da Índia. Centenas de pessoas morreram, e muitas outras ficaram feridas. O incidente causou uma reviravolta na história moderna da Índia e deixou cicatrizes permanentes nas relações com a Grã-Bretanha. E foi o prelúdio para fortalecer o compromisso de Mahatma Gandhi na causa do nacionalismo indiano pela independência do país do Império Britânico.

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, o governador britânico na Índia, Udham Singh, queria ampliar os poderes de emergência, para combater a subversão. Como resposta, o ativista e político indiano Mahatma Gandhi convocou todos os hindus contra essa ação. Os líderes locais se uniram no Congresso contra a medida, mas acabaram presos. Em seguida, os seguidores se reuniram para protestar, numa manifestação pacífica.

 

Tropas britânicas foram enviadas para restabelecer a ordem. Chegaram à praça Jallianwalla Bagh, onde aconteceu o confronto com aproximadamente 20 mil manifestantes desarmados. Assim que os soldados se posicionaram na única saída da praça, o comandante ordenou que disparassem contra a multidão, sem aviso prévio. Uma saraivada de tiros que durou mais de 10 minutos. Havia mulheres e crianças. Um dos mortos foi o irmão do governador.

 

Os assassinatos a sangue frio foram descritos por Mahatma Gandhi como um abalo aos alicerces do Império Britânico. Na época, a versão britânica para a tragédia era a de que o general comandante se sentiu ameaçado por 25 mil indianos e contava apenas com 90 soldados armados. Durante uma visita à cidade indiana cenário do massacre inglês, em fevereiro de 2013, o então primeiro-ministro britânico, David Cameron, expressou pesar sobre um dos episódios mais sangrentos da Índia colonial. Cameron depositou uma coroa de flores no memorial ao massacre, um obelisco de pedra. O gesto demonstrou arrependimento pelo trágico acontecimento.

 

 

 

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