História Hoje: Greve histórica dos metalúrgicos no Rio completa 38 anos

02:48 Geral, Notícias 12/09/2017 - 07h00 Brasília Embed

Apresentação Carmen Lúcia

No dia 12 de setembro de 1979, cerca de 20 mil metalúrgicos do Rio de Janeiro entraram em greve. Os trabalhadores recusaram a proposta de 71% de aumento. Naquele ano, a inflação chegou a 77%, mas a categoria reivindicava aumento real, e por isso lutava pelo reajuste de 83%.

 

A adesão cresceu e, no dia seguinte, 90% dos funcionários estavam parados. No dia 14 a paralisação foi total. Eram quase 5 mil indústrias na área do grande Rio.

 

A greve foi considerada ilegal pela Justiça, que concedeu um reajuste de 46%. Com a resitência dos trabalhadores, as propostas patronais foram aumentando.

 

Os metalúrgicos recusaram 75% de aumento escalonado e decidiram continuar a greve. No dia seguinte, os piquetes foram reprimidos e trabalhaDOres presos. À noite, os metalúrgicos suspenderam a greve e aceitaram os 75% proposto. Pelo menos 45 operários foram demitidos durante a greve. Depois, no dia 20 de setembro, o sindicato denunciou que o compromisso de não demitir foi quebrado pelas empresas e mais de 150 trabalhares haviam perdido o emprego.

 

Para o sindicato da categoria, a greve foi um marco dos metalúrgicos do Rio de Janeiro, que retomaram a combatividade.

 

Naquele ano, a alta inflação corroía os salários; as greves por democracia e reajustes salariais ganhavam grande proporção. Mobilizações e paralisações foram organizadas em todo o país. Metalúrgicos, bancários, professores, trabalhadores da construção civil cruzaram os braços.

 

A repressão policial aos movimentos era pesada. Operários que participavam de piquetes e das greves foram mortos. Entre eles, Santo Dias que era metalúrgico em São Paulo.

 

Já em Minas Gerais foram assassinados os metalúrgicos Benedito Gonçalves de Divinópolis, Gui Leão, de Betim e o trabalhador da construção civil de Belo Horizonte, Oracílio Martins.

 

As mobilizações que ocorreram naquele ano refletiram a efervescência do movimento sindical, até então sufocado pela repressão do regime militar.


Pesquisa e redação: Beatriz Arcoverde
Sonoplastia Messias Melo

 

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