História Hoje: Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico de escravos, completa 167 anos

02:40 Geral, Programetes 04/09/2017 - 07h00 Brasília Embed

Apresentação Carmen Lúcia

A Lei Eusébio de Queirós foi aprovada em 4 de setembro de 1850, e proibia o tráfico atlântico de escravos vindos do continente africano para o Brasil.


A medida atendia a uma reivindicação da Inglaterra que pressionava o Brasil para que acabasse com o comércio de escravos. Porque  com este tipo de mão de obra, os produtos brasileiros, como o açúcar e o café, eram mais baratos  que os comercializados por eles.

 

Mesmo com a pressão inglesa que negociava uma solução com Dom Pedro segundo, o Estado imperial brasileiro aceitava o tráfico de escravos no atlântico.


Mas a continuidade daquela estrutura foi ficando insustentável e, além disso, a manutenção do tráfico colocava o Brasil no lugar das nações consideradas "não civilizadas".

 

Antes, entre 1810 e 1826, uma série de tratados foi firmada com o governo britânico, muito a contragosto de portugueses e brasileiros. Em 1831, uma lei previa punição aos traficantes de escravos e liberdade a todos que entrassem no país a partir de então, porém as medidas não eram colocadas em prática.

 

Diante disso, o Ministro da Justiça, Eusébio de Queirós, propôs o projeto de lei com medidas mais rigorosas contra o comércio de pessoas pelo atlântico.

 

Eusébio de Queirós nasceu em Angola, no continente africano e era  um dos quadros do Partido Conservador. Para os conservadores a decisão acabar com o tráfico atlântico deveria partir da nação brasileira, para que assim a imagem da soberania nacional fosse preservada.

 

A partir desta medida as verbas excedentes passaram a ser utilizadas em infraestrutura. Assim foram construídas as primeiras linhas telegráficas e de navegação e as primeiras estradas de ferro, a iluminação a gás chegou às cidades, e o número de escolas começou a crescer.

 

Mas, com o fim do comércio de escravos no Atlântico,  houve um aumento do tráfico interno, concentrado nas regiões do Rio de Janeiro e São Paulo, onde estavam as maiores lavouras de café.


A expressão popular, "lei para inglês ver" surgiu com estas leis brasileiras que proibiam o tráfico de escravos para o Brasil e que foram criadas para atender as exigências dos ingleses, porém com pouco efeito prático em seus primeiros anos de aplicação.

 

 

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