Presidente da Funai diz que falta de recursos prejudica atendimento a índios no Amazonas

02:13 Geral, Notícias 28/09/2017 - 18h23 Manaus, Amazonas Embed

Bianca Paiva

Faltam recursos e pessoal para uma maior atuação da Funai na área onde indígenas isolados teriam sido mortos por garimpeiros no Amazonas, em agosto deste ano. A afirmação é do presidente do órgão, general Franklimberg de Freitas, que esteve em Manaus nesta semana. Um reflexo da crise econômica que a autarquia enfrenta é o fechamento de bases de operação.

 

Uma delas, inclusive, funcionava na região onde o possível massacre é investigado.

 

 “Nós temos três bases de proteção. Uma foi extinta em 2012 por falta de recurso e pessoal. Assim que nós tivermos recursos e pessoal nós vamos criar de novo porque ela é muito importante porque dá acesso aquela região, onde temos observados muitas dragas de garimpo. Nós temos essa dificuldade, mas vai ser uma das nossas prioridades”

 

O presidente da Funai negou, no entanto, que haja omissão no combate a invasões e ameaças a área indígena. Ele informou que a autarquia e a Polícia Federal apuram a veracidade da denúncia.

 

“Nós solicitamos um helicóptero ao comandante do Exército para que a gente pudesse ir lá fazer uma diligência, que foi feita pelos servidores da Funai e pelo pessoal da Polícia Federal nos locais onde comentou-se que houve esse suposto massacre. Foi observado que as aldeias estavam intactas e, inclusive, um índio foi visto no local. A Polícia Federal, além disso, encaminhou um grupo de agentes, chefiados por um delegado, via fluvial, só que há demora para ir e para voltar do local”

 

O suposto massacre teria ocorrido na região do Vale do Javari, perto da fronteira com o Peru, a cerca de 1.000 km de Manaus. A denúncia partiu da própria Funai e surgiu depois que alguns garimpeiros foram vistos no município de São Paulo de Olivença falando sobre o ataque. Alguns chegaram a ser presos e conduzidos ao município de Tabatinga para prestarem depoimento.

 

Eles negaram as mortes e, até o momento, não há prova material de que a chacina tenha ocorrido.

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