Polícias do DF e de Goiás desarticulam organização que fraudava concursos

02:55 Geral, Notícias 30/10/2017 - 16h27 Brasília Embed

Sayonara Moreno

Uma organização criminosa que fraudava concursos públicos de todo o Brasil foi alvo da segunda fase da operação PANOPTES, deflagrada pela polícia civil do Distrito Federal e de Goiás, nesta segunda-feira. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão, oito de condução coercitiva, além de mandados de busca e apreensão.


Duas pessoas que foram presas temporariamente foram liberadas após admitirem que aliciavam candidatos para o preenchimento ilegal em vestibulares de medicina.

 

Entre as prisões preventivas está o ex-funcionário da banca CEBRASPE – antigo CESPE. Ricardo Nascimento, que foi demitido pela banca, no início do ano e era responsável pela digitalização dos gabaritos preenchidos pelos candidatos. O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Adriano Valente, explica como agiam o grupo e o ex-funcionário da banca

 

De acordo com a polícia civil, o preço de cada vaga em concurso custava, em média, VINTE VEZES o valor do salário oferecido, em edital, para o cargo disputado. CEM pessoas já foram identificadas pela polícia, e devem ser investigadas e processadas, podendo perder os cargos públicos que ocupam ilegalmente e responder por diversos crimes.


A Polícia Civil do Distrito Federal não descarta a possibilidade de o grupo ter atuado em edições anteriores do Enem. Além disso, o delegado Adriano Valente disse que a polícia continua investigando a possibilidade de o grupo estar pronto para fraudar a prova do ENEM, que vai ser aplicada nos próximos domingos.

 

A polícia civil entendeu que não seria adequado esperar o dia da prova para pegar o grupo em flagrante, porque isso poderia gerar problemas e prejudicar outros candidatos.

 

Em nota, o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, que realiza os exames do Enem, nega ter sido notificado sobre a operação, mas que enviou ofício à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, solicitando informações urgentes sobre qualquer ligação do grupo criminoso com o Enem. A depender das informações, o órgão garante que vai eliminar possíveis beneficiários do esquema, no Enem 2016.

 

O Inep ainda esclareceu que o esquema de segurança para o próximo Enem foi reforçado: as provas terão identificação dos candidatos com nome e número de inscrição, um detector de ponto eletrônico será utilizado e as outras medidas de segurança convencionais serão mantidas.

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