História Hoje: Em 1989, Massacre de Montreal ficou conhecido como ataque contra o feminismo

02:23 Geral, Programetes 06/12/2017 - 07h45 Brasília Embed

Apresentação de Carmem Lúcia

Em 6 de Dezembro de 1989, Marc Lépine invadiu armado a Escola Politécnica de Montreal.

 

O Massacre de Montreal começou numa sala de aula no segundo andar da faculdade, onde ele separou os alunos por gênero.

 

Afirmando estar "lutando contra o feminismo", atirou em nove alunas. Seis morreram. 

 

Lépine continuou o ataque  passando pelos corredores, refeitório e em outra sala de aula.

 

Matou 14 mulheres e feriu outras dez. Quatro homens também foram atingidos.

 

Tudo isso por cerca de 20 minutos.  Depois ele se matou com  um tiro na cabeça.

 

No bolso de dentro do casaco de Lépine foram encontradas três correspondências, uma carta de suicídio e duas para amigos.

 

Alguns detalhes da carta de suicídio chegaram à imprensa  dias depois do ataque, mas o conteúdo completo não foi revelado na época.

 

Um ano após o ataque, a carta de três páginas foi divulgada pela jornalista Francine Pelletier.

 

Ela continha a lista de dezenove mulheres proeminentes de Quebec que Lépine desejava matar por considerá-las feministas.

 

A lista incluía a própria Pelletier, assim como uma sindicalista, uma política, uma celebridade televisiva e seis policiais que chamaram a atenção de Lépine por estarem num mesmo time de vôlei.

 

A carta foi publicada,no jornal La Presse, onde a jornalista  era colunista.

 

No texto ele dizia que se considerava racional e que culpava as feministas por estragarem a vida dele.

 

Destacou que tinha raiva delas, porque buscavam transformações sociais e "mantinham os benefícios de ser mulher (...) enquanto tentavam tirar vantagens  dos homens".

 

Desde 1991,  6 de Dezembro é o Dia Nacional de Memória e Combate à Violência contra a Mulher.

 

Nesta data ocorrem ações contra a discriminação de gênero.

 

ONG'S e centros de apoio à mulheres desenvolvem iniciativas de sensibilização de todas e todos no sentido de erradicar os infindáveis atentados contra os direitos humanos.

 

 

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