História Hoje: Pagu, a musa do movimento modernista, morreu há 55 anos

02:46 Geral, Programetes 12/12/2017 - 08h37 Brasília Embed

Apresentação Carmem Lúcia

Em 12 de dezembro de 1962, ao 52 anos morria em Santos, vencida pelo câncer, Patrícia Rehder Galvão, a Pagu. 

 

A escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista e jornalista.  nasceu em 9 de junho de 1910, em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.

 

Foi celebrada como musa do movimento modernista, pela proximidade com o casal Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral que a apresentaram ao movimento antropofágico e praticamente a “adotaram” quando ela ainda tinha 19 anos.

 

Em 1930, em um escândalo para a sociedade da época, Oswald se separou de Tarsila e se casou com Pagu que estava grávida de seu primeiro filho.

 

Casados, os dois entram no Partido Comunista e, em 1931, ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos, ela é presa pela polícia de Getúlio Vargas, tornando-se a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas.

 

Mas esta não seria a única vez que Pagu ficaria presa. 

 

Em 1935, após participar do Levante Comunista, Pagu foi detida, torturada e condenada a dois anos de prisão.

 

Em 1938, foi novamente condenada a mais dois anos.  Por causa de sua militância, ela foi presa 23 vezes.

 

Correspondente de vários jornais, Pagu visitou os Estados Unidos, o Japão e a China.

 

Entrevistou Sigmund Freud e assistiu à coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês.

 

E por intermédio dele Pagu conseguiu sementes de soja, que foram enviadas ao Brasil e introduzidas na economia agrícola brasileira.

 

Pagu foi à União Soviética.

 

Registrou, no livro "Verdade e Liberdade", sua decepção com o comunismo: "o ideal ruiu, na Rússia, diante da infância miserável das sarjetas, os pés descalços e os olhos agudos de fome. Em Moscou, um grande hotel de luxo para os altos burocratas, os turistas do comunismo, para os estrangeiros ricos. Na rua, as crianças mortas de fome: era o regime comunista.”

 

Idealista, passou a defender um socialismo utópico, pacífico e libertário.

 

A defesa da mulher pobre e a crítica ao papel conservador feminino na sociedade permearam a vida e as obras de Pagu.

 

História Hoje  Pesquisa e Redação: Beatriz Arcoverde
Sonoplastia Messias Melo
Apresentação: Carmem Lúcia

 

História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados a cada dia do ano. É publicado de segunda a sexta-feira. Acesse aqui as edições anteriores.

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