Moradores de reserva no AM são vacinados após registro de casos de raiva humana

01:40 Geral, Notícias 07/12/2017 - 09h59 Brasília Embed

Juliana Cezar Nunes

Os agentes de saúde continuam os trabalhos de vacinação preventiva e profilática contra raiva humana dos quase 700 moradores de nove comunidades da Reserva Extrativista do Rio Unini, no Amazonas.


Cerca de 270 pessoas foram mordidas por morcegos, nos últimos 12 meses. Uma criança e um adolescente da mesma família morreram de raiva humana, nos últimos 15 dias. Um terceiro irmão está internado em coma induzido.


De acordo com boletim médico divulgado nessa quarta-feira (06), o estado de saúde do adolescente é considerado estável.


Um quarto irmão foi encontrado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas e não apresenta sintomas de raiva humana, mas permanece sob observação.


Em nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se solidarizou com a família das vítimas e comunicou que fará um estudo na unidade de conservação do Rio Unini para investigar um possível desequilíbrio ambiental que esteja provocando o ataque de morcegos hematófagos.


Entre as possíveis causas para o aumento de morcegos nas áreas de moradia da reserva estão: seca prolongada, queimadas, desmatamento e morte de animais silvestres que serviam de alimento para os morcegos.


Após a mordida, a raiva humana pode se desenvolver entre uma semana e nove meses.


Os principais sintomas são deficit motor, com dormência ou formigamento de membros, e mudança de comportamento. Qualquer mordida de morcego deve ser investigada e a vítima levada imediatamente para uma unidade de saúde.