Conselho Penitenciário do Ceará faz vistoria em presídio que passou por rebelião em 2016

02:20 Geral, Notícias 01/02/2018 - 20h41 Fortaleza Embed

Edwirges Nogueira

Uma inspeção realizada pelo Conselho Penitenciário do Ceará verificou que os detentos da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto, chamada também de CPPL dois, circulam livremente pelas vivências da unidade e não têm qualquer atividade de ressocialização.

 

Isso acontece porque a unidade foi muito danificada durante as rebeliões que ocorreram em maio de 2016, quando houve a morte de dezoito presos, e não foi reformada desde então.

 

A situação dificulta o trabalho dos agentes penitenciários, que não conseguem, por exemplo, fazer vistorias nas celas para apreender objetos que possam ter entrado de forma ilegal, como celulares e drogas.

 

Segundo o Sindasp, Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Ceará, a unidade abriga mais de mil detentos, e somente oito agentes trabalham no local. É o que conta o presidente da entidade, Valdemiro Barbosa.

 

Os presos mantidos na CPPL dois, conforme o Sindasp e o Conselho Penitenciário, são todos vinculados à facção Guardiões do Estado.

 

A separação das unidades prisionais por grupos criminosos, segundo as entidades, é uma forma de evitar conflitos, como o que aconteceu na Cadeia Pública de Itapajé na segunda-feira, quando uma briga entre facções rivais terminou com a morte de dez internos.

 

Em nota, a Secretaria da Justiça do Ceará disse que os recursos para a reforma da CPPL dois já foram liberadas, mas que a obra aguarda aprovação do Departamento Penitenciário Nacional.

 

Sobre os agentes penitenciários, a secretaria explica que está em andamento um concurso público para a contratação de mil novos profissionais.

 

Já a respeito da organização dos presos nas unidades penitenciárias, a pasta informa que não dá esse tipo de informação por questões de segurança.

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