Um ano após morte da travesti Dandara dos Santos, réus irão a júri popular

02:49 Geral, Notícias 15/02/2018 - 22h53 Fortaleza Embed

Edwirges Nogueira

Um ano após o assassinato da travesti Dandara dos Santos, em um bairro da periferia de Fortaleza, a expectativa é de que o julgamento do caso comece em março.

 

Cinco pessoas vão a júri popular acusadas do crime, que gerou repercussão internacional depois que um vídeo mostrando um grupo de homens espancando a travesti foi compartilhado nas redes sociais.

 

O promotor de Justiça Marcus Renan Palácio, titular da primeira Promotoria do Júri de Fortaleza, destaca a celeridade do processo na Justiça.


A rapidez com que o caso Dandara foi investigado não se refletiu na diminuição dos casos de LGBTfobia. A avaliação é de Dário Bezerra, integrante da coordenação política do Centro de Resistência Asa Branca, localizado em Fortaleza.

 

Para ele, há vários crimes contra travestis e transexuais sem solução e o cenário de vulnerabilidade da população LGBT ainda não é reconhecido.


Dados da Antra, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, mostra que o número de homicídios de pessoas trans em 2017 foi o maior dos últimos 10 anos: cento e setenta e nove em todo o Brasil.


O Ceará concentrou dezesseis dessas mortes, dividindo o terceiro lugar do ranking com São Paulo.


Os réus que irão a júri popular pela morte de Dandara dos Santos são acusados de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, de forma cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa de vítima.

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