Em São Paulo, mulheres fecham avenida em ato marcado pela diversidade

02:24 Geral, Notícias 08/03/2018 - 22h11 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

A chuva fina que caiu no final da tarde não conseguiu atrapalhar o ato das mulheres em São Paulo.

 

Foi com guarda-chuvas e capas que elas começaram a concentração na praça osvaldo cruz, bem no começo da Avenida Paulista.

 

Pouco antes das seis da tarde, a praça já tinha ficado pequena e a avenida foi fechada em um dos sentidos.

 

Assim começou a caminhada de tres quilômetros que separam o começo da avenida do seu final, onde fica escritório da presidência da república. 

 

Um protesto marcado pela diversidade.

 

As mulheres indígenas vieram à frente do ato. Com um cartaz, Sonia Idiara lembrava que a violência contra a mulher é histórica.

 

Railda Alves pediu o fim ao encarceramento feminino. Uma agenda que, para ela, passa pela revisão da lei antidrogas. 

 

O direito a não ser presa em caso de aborto também foi lembrado. 

 

A pauta política também marcou presença, como as críticas à intervenção federal no rio de janeiro ou à reforma da previdência.

 

E no meio das diferentes reivindicações, os sotaques também se misturaram. Como o portunhol de Eugenia Braser, a argentina que há dois anos mora no Brasil e que nunca deixa de participar dos atos de 8 de março. 

 

No final, a manifestação acabou fechando a avenida paulista nos dois sentidos. A polícia militar não divulgou uma estimativa de público