Ato no Rio lembra as vítimas da queda da ciclovia Tim Maia, dois anos após a tragédia

02:45 Geral, Notícias 22/04/2018 - 10h40 Rio de Janeiro Embed

Lígia Souto

A queda de um trecho da ciclovia Tim Maia, que fica às margens da Avenida Niemeyer, em São Conrado, na zona sul da capital fluminense, completou dois anos neste sábado. A tragédia deixou dois mortos: o engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos, e o gari comunitário Ronaldo Severino da Silva, de 60.

 

Para homenagear as vítimas, o movimento “Não vamos esquecer" realizou um ato no Mirante do Leblon. Antes, os manifestantes, entre familiares e amigos participaram de uma missa, celebrada na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e foram em caminhada até o mirante, com faixas e cartazes, exigindo justiça.

 

Quatorze pessoas foram indiciadas por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, em processo que tramita na Justiça do Rio. Um dos indiciados, o engenheiro civil Fabio Lessa Rigueira, foi nomeado, no fim do mês passado, presidente da RioUrbe, empresa municipal que gerencia obras públicas.

 

A fundadora do movimento, Claudia Medeiros, chamou a atenção para necessidade de respostas para o ocorrido. Ela criticou, ainda, a nomeação de Fábio Lessa Rigueira como presidente da Riourbe.

 

A arquiteta e urbanista Ana Teresa Nadruz, que integra o movimento “Não Vamos esquecer”, defende a demolição da ciclovia, caso um órgão de engenharia não garanta a segurança do equipamento.

 

O vereador Renato Cinco, presidente da CPI da Ciclovia Tim Maia, explicou que a Comissão vai avaliar, também, o desabamento ocorrido em fevereiro deste ano.

 

Por nota, a prefeitura do Rio informou que o processo que envolve o engenheiro Fábio Lessa Rigueira ainda não transitou em julgado. A nota ressalta, ainda, que Fábio Lessa possui 34 anos de vida pública, vasto conhecimento e que já atuou nas principais obras de urbanismo da cidade.