Viva Maria: Advogada analisa o impacto para a Justiça depois do STF julgar prisão em 2ª instância

07:25 Geral, Programetes 04/04/2018 - 08h52 Brasília Embed

Apresentação Mara Régia

Definitivamente, estamos diante de um dia que promete entrar para a história do nosso país. Guardadas as devidas proporções, estamos diante de um dia “D” para a Justiça brasileira.

 

Falo de um dia “D”, como popularmente são chamadas as datas especiais ou decisivas como esta quarta-feira! Como sabemos, neste 4 de abril, será julgado o habeas corpus do ex-presidente Lula.

 

Caso aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Lula fica livre até que seja concluído todo processo movido contra ele. Mas, se, ao contrário, o habeas corpus for negado, o ex-presidente poderá ser preso imediatamente.

 

Nesse cenário de grande expectativa, Brasília, mais uma vez, dividida entre grades que separam as torcidas pró e contra Lula, se prepara para conter o ânimo exaltado das mais de 20 mil pessoas que prometem se concentrar na Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso, a partir das 14h.
 

Até lá, Viva Maria se apressa em aprofundar o real significado das palavras da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que disse na manhã de ontem (3), durante sessão do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), que a execução de uma sentença após quatro instâncias judiciais é “um exagero que aniquila o sistema de Justiça”. Em resumo, nas palavras textuais da procuradora, “Justiça que tarda é uma Justiça que falha”.

 

Vamos saber da doutora Denise Dora, membro fundadora da Themis, organização não governamental que tem seu foco de trabalho nas questões de gênero, Justiça e direitos humanos, o que ela acha sobre a afirmação da procuradora. Seja muito bem-vinda ao Viva Maria!

 

 

Viva Maria: Programete que aborda assuntos ligados aos direitos das mulheres e outros aspectos da questão de gênero. É publicado de segunda a sexta-feira. Acesse aqui as edições anteriores.