Em nova fase da intervenção federal, Rio terá mais 1,3 mil policiais militares nas ruas

02:57 Geral, Notícias 16/05/2018 - 08h56 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

A intervenção federal no Rio de Janeiro, que completa três meses nesta quarta-feira (16), entra em nova fase e o Gabinete de Intervenção Federal garante que a população perceberá melhoria na segurança.


De acordo com o porta-voz do Gabinete, coronel Roberto Itamar, mais de 1,3 mil policiais militares reforçarão o policiamento nas ruas. Segundo ele, o reforço se dá graças a volta do pagamento, pelo Estado, do Regime Adicional de Serviço aos policiais militares.


A remuneração é paga pelo trabalho na folga, além da reestruturação dos efetivos com o retorno de policiais cedidos a outros órgãos.


O coronel Roberto Itamar ressaltou que a nova fase da intervenção federal tem como foco a solução dos problemas diagnosticados na fase inicial.


De acordo com ele, todo o trabalho foi realizado com esforço gerencial e o aporte do Governo do Estado, das Forças Armadas e da iniciativa privada, já que o recursos disponibilizados pelo governo federal, de R$ 1,2 bilhão, só começam a ser utilizados agora.


O porta-voz destacou que a intervenção é baseada em ações estruturantes, que objetivam fortalecer os órgãos de segurança pública, além de ações emergenciais, que tentam reduzir os índices de criminalidade.


Apesar dos frequentes tiroteios em comunidades, com mortes de agentes e moradores, o coronel avaliou que há sucesso nos dois eixos, ressaltando a queda de 13% nos roubos de veículos na capital, em abril na comparação com março.


Segundo Roberto Itamar, os resultados estatísticos demoram a aparecer e a partir deste mês deverá haver redução, também, de outros índices de criminalidade.


Ele também adiantou que novas comunidades devem contar com ações das forças armadas, a exemplo do que ocorreu na comunidade Vila Kennedy, na zona oeste da cidade.


A Policia Militar do Estado do Rio reassumiu nessa terça-feira (15) o policiamento completo da comunidade. A presença das Forças Armadas na Vila Kennedy foi tida como um projeto piloto para as ações da intervenção federal no Estado.