Epidemia de chikungunya pode atingir o Brasil nos próximos dois anos, alertam pesquisadores

02:09 Geral, Notícias 11/06/2018 - 20h26 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

A previsão é da Sociedade Brasileira de Virologia que analisou os dados de pesquisas sobre a doença que estão sendo feitas pelo Instituto Butantã e a Faculdade de Saúde Pública da USP.

 

O estudos monitoram quatro vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, chikungunya, Zika e Febre Amarela. E a previsão é de que o pico máximo de ocorrência do chikungunya ainda está pra acontecer no país.

 

Segundo Fernando Spilki, vice-presidente da sociedade brasileira de virologia, a explicação é que o Brasil já tem o vírus da doença, e que a quantidade de mosquitos voltou a aumentar. Como o vírus circulou pouco entre a população, poucas pessoas desenvolveram anticorpos contra a doença.

 

Além de problemas crônicos, como febres altas e dores nas articulações, a chikungunya pode deixar sequelas graves, como artrite crônica, que impossibilita a pessoa de trabalhar por longos períodos.

 

E os pesquisadores alertam: como não existe vacina contra chikungunya, a única forma de evitar o problema é a prevenção. Aí, a regra é a mesma do combate à dengue: dificultar a proliferação do mosquito. Portanto, é preciso muito cuidado com reservatórios de água, pratinhos de plantas, caixas dágua e pneus velhos.

 

Entre 2015 e 2017, período em que houve um surto de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, foram registrados 292 mil casos de chikungunya. A febre amarela, que já era considerada extinta, registrou quase 3.200 casos.

 

A estimativa é que 75 milhões de pessoas vivam em áreas de risco da doença. Algumas regiões podem ser mais atingidas, como os estados do Nordeste e o litoral da região sudeste, especialmente na primavera e no verão.