Há 42 anos, João do Pulo conquistava medalha de bronze na Olimpíada de Montreal

03:05 Geral, Programetes 27/07/2018 - 07h00 Brasília (DF) Embed

Apresentação Dilson Santa Fé

27 de julho de 1976: João do Pulo conquista medalha de bronze no salto triplo.

 

Estádio Olímpico de Montreal, no Canadá. Um desconcertante silêncio ecoava pelo estádio, sendo interrompido pela batida no chão com o pé direito. João Carlos de Oliveira se preparava para, mais uma vez, alçar voo.

 

Dezesseis metros e 90 centímetros até cravar os dois pés no chão. Mas a marca não foi suficiente para conquistar a medalha de ouro. Foi superado pelo soviético Viktor Saneyev e pelo norte-americano James Butts. João do Pulo ficou com o bronze...

 

João nasceu em Pindamonhangaba, São Paulo, no dia 28 de maio de 1954. Com apenas 7 anos, precisou trabalhar como lavador de carros. Foi frentista. Entrou para o Exército e seguiu carreira.

 

Como atleta, começou a treinar aos 17 anos. Em 1973 foi campeão paulista e campeão do Troféu Brasil. Foi medalha de ouro no Sul-Americano Juvenil, no Paraguai. Depois, foi treinar no São Paulo e, mais tarde, no Pinheiros.

 

Aos 21, o então cabo do Exército, foi a grande estrela dos Jogos Pan-americanos, no México. Saltou 17 metros e 89 centímetros e estabeleceu um novo recorde mundial: tornou-se o terceiro brasileiro a deter a melhor marca na prova, igualando o feito de Nélson Prudêncio e Adhemar Ferreira da Silva.

 

João do Pulo, como era chamado, tornou-se um dos grandes nomes do atletismo. Medalha de bronze no salto triplo no Canadá e na Rússia; três vezes campeão mundial: em 1977, 1979 e 1981. Quatro vezes medalhista de ouro em Jogos Pan-Americanos - duas no salto triplo e duas no salto em distância.

 

Em 1981, um acidente de carro encerrou sua carreira. Um ano internado, mais de vinte cirurgias e a perna direita amputada.

 

Mas, não foi esquecido. Em 1989, recebeu a Medalha do Mérito pela Confederação Brasileira de Atletismo: maior honraria então concedida a atletas no país.

 

João Carlos de Oliveira viveu a glória e a solidão. Com dívidas e doente, morreu em 29 de maio de 1999, em São Paulo, por conta de cirrose hepática e infecção generalizada.

 

 

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