História Hoje: Data lembra a morte de Monteiro Lobato, considerado pai da literatura infantil

02:55 Geral, Programetes 04/07/2018 - 07h00 Brasília Embed

Apresentação Carmen Lúcia

Quem ouve a música “Sítio do Pica Pau Amarelo”, de Gilberto Gil, logo lembra do escritor Monteiro Lobato. Ele encantou crianças e adultos com estórias mirabolantes.

 

José Renato Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil no Brasil, morreu de derrame, no dia 4 de julho de 1948, em São Paulo.

 

Filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e de Olímpia Augusta Monteiro Lobato, formou-se em Direito na Faculdade do Largo São Francisco e logo, passou em um concurso público para promotor.

 

Em 1908, casou com Maria Pureza da Natividade com quem teve quatro filhos. Dez anos depois, publicou o primeiro livro, o Urupês. Uma obra que marcou época. Mostrava os problemas do país e do povo brasileiro e condenava a miscigenação.

 

Lobato se dedicou à literatura para crianças: escreveu 26 livros. Mas também foi jornalista, tradutor, editor e empresário. Chegou a fundar a própria editora, mas faliu.

 

Em 1921, publicou Narizinho Arrebitado, um grande sucesso, que deu origem ao Sitio do Pica-Pau Amarelo. Entre as obras infantis: O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Memórias de Emília e O Pó de Pirlimpimpim.

 

Mas, Monteiro Lobato escreveu para adultos também, como o Escândalo do Petróleo. Ele fala do nacionalismo e se mostra favorável à exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras. Chegou a enviar uma carta ao então presidente Getúlio Vargas onde denunciava o interesse estrangeiro. Acabou preso... A carta foi considerada ofensiva.

 

Em 2010, mais de 60 anos após a sua morte, Monteiro Lobato ainda causa polêmica... No Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança pedia a retirada do livro “Caçadas de Pedrinho” da lista de leitura obrigatória em escolas públicas. O Conselho Nacional de Educação alegava que a obra possui teor racista. O ministro Luiz Fux negou o pedido.

 

Monteiro Lobato era assim: cético, polêmico, nacionalista, fantasioso, sonhador... como ele mesmo dizia:

“Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos”.

 

 

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