Justiça do Rio de Janeiro condena envolvidos na morte de grávida após aborto clandestino

01:32 Geral, Notícias 10/08/2018 - 14h16 Rio de Janeiro Embed

Ícaro Matos

Três acusados de integrar uma quadrilha que praticava abortos e teria sido responsável pela morte da gestante Jandyra Magdalena dos Santos Cruz, foram condenados pelo Quarto Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, na madrugada desta sexta-feira (10).

 

O crime ocorreu em agosto de 2014, e a vítima teve o corpo esquartejado e carbonizado, após se submeter a um aborto na clínica clandestina em que os réus atuavam.

 

Após cerca de doze horas de julgamento, o falso médico Carlos Augusto Graça de Oliveira foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão por homicídio, três abortos – o de Jandira e de mais duas grávidas – e por formação de quadrilha.

 

Rosemere Aparecida Ferreira, que atuava como gerente da clínica clandestina, recebeu pena de 35 anos e seis meses de prisão por homicídio, três abortos, destruição de cadáver e formação de quadrilha.

 

Vanusa Vais Balcine, que também exercia funções administrativas na quadrilha, foi condenada a 15 anos e seis meses de prisão por três abortos, por um aborto seguido de morte, destruição de cadáver e formação de quadrilha.

 

De acordo com a decisão, o trio cumprirá as penas em regime inicialmente fechado e não poderá recorrer em liberdade. Já Carlos Antônio Júnior, Mônica Gomes Teixeira e Marcelo Eduardo de Medeiros, que também são acusados de envolvimento no caso, ainda serão julgados.