Polícia Militar desativa uma das bases da UPP no Morro de São Carlos

02:06 Geral, Notícias 28/08/2018 - 15h29 Rio de Janeiro Embed

Ícaro Matos

O COE, Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, formado pelas tropas de elite da corporação, realiza operação nesta terça-feira, no Complexo de favelas do São São Carlos, no Estácio, região central do Rio de Janeiro.

 

Além do próprio Morro de São Carlos, o complexo também engloba os morros da Mineira, do Zinco e da Querosene, além de outras comunidades menores da região. Participam da ação homens do Batalhão de Operações Especiais, o Bope, do Batalhão de Choque e do Batalhão de ações com Cães, que contam com o apoio de um veículo blindados e equipamentos de engenharia.

 

De acordo com a Polícia Militar, o objetivo da operação é colocar em prática alterações operacionais que foram planejadas pelo Comando de Polícia Pacificadora, entre elas a desativação de uma das bases da UPP do São Carlos, que é feita pela Equipe de Demolição Tática do BOPE.

 

Ainda segundo a PM, as novas medidas serão implementadas para  possibilitar uma melhor distribuição do efetivo da UPP, reforçando o policiamento e aumentando a segurança dos policiais.

 

Nas redes sociais, moradores da região publicaram diversas mensagens e vídeos sobre intensos tiroteios nas comunidades desde o início da manhã. De acordo com a Policia Militar, logo no início da operação, um suspeito foi ferido em confronto com policiais do Bope no Morro de São Carlos.

 

Ele, que não teve a identidade revelada, foi socorrido para o hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não há informações sobre o estado de saúde dele. Com o suspeito os agentes apreenderam uma pistola, uma granada de fabricação caseira e drogas embaladas para a venda.

 

A partir de 2017, o Complexo de São Carlos ganhou relevância no mapa do crime organizado porque passou a ser a base da facção paulista Primeiro Comando da Capital, no Rio.

 

De acordo com a Polícia Civil, o PCC se aliou ao Terceiro Comando Puro, que domina o Complexo do São Carlos, e passou a fornecer drogas, armas e munições para a facção carioca, apoiando inclusive a tentativa de invasão da favela da Rocinha, em setembro do ano passado.

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