Desafios e Perspectivas dos Estados: Amazonas tem economia influenciada pela atividade extrativista

03:42 Geral, Especiais 22/09/2018 - 11h00 Brasília (DF) Embed

Wellington Barros

O estado com a maior bacia hidrográfica do planeta tem nome originado a partir do termo “amassunu”, que quer dizer barulho de águas. Assim teria sido batizado originalmente o rio Amazonas, a partir do qual se forma a maior rede hidrográfica do planeta.

 

As dimensões agigantadas se refletem na área territorial, a maior do país. As terras amazonenses são as que mais abrigam indígenas no Brasil,20,6% do total.

 

 O estado tem população estimada em pouco mais de 4 milhões de habitantes, sendo quase 2 milhões 430 mil eleitores. Entre eles, está Isabelle Queiroz, assistente social apreciadora da cultura local.

 


A atividade extrativista tem importância histórica na região. Nos idos de 1500, os ingleses e holandeses extraiam madeira e especiarias, como o cravo, o urucum, o guaraná e resinas. Hoje em dia, a castanha-do-pará e o açaí são os produtos mais valorizados, mas os óleos vegetais, a exemplo do de copaíba, também estão entre os principais na região.

 

Marcelo Mendes, coordena o Programa de Conservação Pra Gente, da Fundação Vitória Amazônica, em Manaus, que atua em áreas protegidas com uma rede de cooperativas e associações. A ideia é melhorar a gestão do extrativismo como negócio e, inclusive acessar mercados. Mas as dificuldades começam pela questão territorial, diz Marcelo.

 


Marcelo lembra ainda o desafio do trabalho direcionado à conquista de uma certificação para reconhecer a qualidade orgânica da castanha-do-pará e agregar mais valor ao produto.

 


Outra riqueza da floresta é o látex. O Amazonas é, disparado, o maior produtor nacional da seiva no modo coagulado, com 866 toneladas. O estado ocupa ainda a segunda posição na produção de semente de guaraná. São 743 toneladas. Perde apenas para a Bahia.

 

Em meio à biodiversidade, a indústria se faz presente com o Polo Industrial de Manaus, que reúne empresas nacionais e internacionais. Também são destaque na economia a piscicultura, agroindústria e produção rural.

 

No Amazonas, o rendimento nominal mensal domiciliar per capta é de R$ 850. O desemprego atinge 8,5% da força de trabalho. A taxa de analfabetismo é de 6,2% e o percentual de jovens que não estudam nem trabalham é de 24,1%.

 

Quase 80% dos domicílios contam com coleta de lixo, 75,5 têm acesso à água encanada e 36,8% contam com rede de esgoto.

 

A taxa de homicídios, de 36,3 a cada 100 mil habitantes é a menor da região Norte.