Desafios e Perspectivas dos Estados: Pernambuco é o 2º maior produtor de uva do país

03:27 Geral, Especiais 29/09/2018 - 11h00 Brasília (DF) Embed

Wellington Barros

Pernambuco possui uma das mais variadas paisagens do país: serra, planalto, semiárido e litoral. O estado é o sétimo mais populoso do Brasil, com mais de 9 milhões 470 mil habitantes. Os que vão escolher os próximos governantes em outubro somam 6 milhões 570 mil.

 

Um exemplo é a cantora Nena Queiroga. Nascida no Rio de Janeiro, foi morar ainda criança em Recife, onde deixou sua marca num dos carnavais mais famosos do país. Reconhecida com título de cidadã pernambucana, Nena observa que um dos diferenciais do estado é a mistura de culturas.

 

Recife, que foi o principal centro financeiro do Brasil Colônia até meados do século XVIII, é a metrópole mais rica do Norte-Nordeste e a sexta do Brasil. A maior parte do território pernambucano fica no sertão nordestino e, apesar do clima semidesértico,o estado é o segundo maior produtor de uva do país, atrás apenas do Rio Grande do Sul.

 

O polo pernambucano de uva fica no Vale do São Francisco e abrange as cidades de Petrolina, Juazeiro, Lagoa Grande e Santa Maria de Boa Vista. São cerca de 20 variedades, a maior parte uva de mesa, sem sementes.

 

Além de abastecer o mercado interno, Pernambuco é responsável por quase todo o volume de exportação nacional da fruta ao mercado europeu e norte-americano.

 

A região é ainda grande produtora de manga, também vendida a outros países. A solução para a dificuldade climática é o Rio São Francisco, que alimenta os projetos de irrigação, como lembra Jailson Lira, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina.

 

De acordo com Jailson, as principais dificuldades do setor são relacionadas à logística de escoamento da produção, em certo ponto, dependente das estradas.

 

Além da agricultura, a economia pernambucana baseia-se na indústria e nos serviços, centrado nos potenciais turísticos.

 

No segundo trimestre do ano, a taxa de desocupação em Pernambuco foi de 17% e o rendimento médio real R$ 1.706.

 

No que diz respeito à educação, a taxa de analfabetismo é de 13,4%, quase o dobro da média nacional.

 

Outro desafio para o Pernambuco é deixar o posto de segundo estado com o maior percentual de jovens que não estudam nem trabalham: 32%, atrás apenas de Alagoas.

 

Na área de saneamento básico, o serviço de esgotamento sanitário atende a 67% das residências. A coleta de lixo chega a 77%. Já a água encanada, é realidade em oito de cada dez domicílios.

 

Quanto à segurança pública, o Atlas da Violência revela que a taxa de homicídios é de 47 por 100 mil habitantes, maior que a média brasileira de 30.

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