Desafios e Perspectivas dos Estados:Goiás se destaca na agropecuária com preservação do Cerrado

03:10 Geral, Especiais 22/09/2018 - 16h00 Brasília (DF) Embed

Wellington Barros

A população de Goiás é estimada em quase 6 milhões e 800 mil habitantes, entre os quais cerca de 4 milhões e 500 mil vão escolher seus governantes em outubro.

 

A dona de casa Vanessa Oliveira é um deles. Apreciadora da culinária goiana, ela não dispensa o pequi e entre as belezas naturais, destaca um destino onde há mais de 80 cachoeiras. 

 

A paisagem natural dominante em Goiás é o cerrado, com estratégica importância socioambiental, tanto que é considerado a caixa d'água do Brasil. Isso porque abriga nascentes de bacias hidrográficas, entre elas as três mais importantes do país: Paraná, São Francisco e Amazônica.

 

O cerrado, contudo, disputa espaço com a agropecuária, principal atividade econômica de Goiás. Para se ter uma ideia, lá está o terceiro maior rebanho de gado do país.

 

O estado é ainda um dos maiores exportadores de grãos do Brasil, principalmente soja e milho. É também o segundo maior produtor de cana-de-açúcar, atrás apenas de São Paulo.

 

Nesse cenário, o rendimento médio mensal em Goiás é de R$ 1.277, o oitavo mais alto do país. O percentual de desempregados é de 5,6% no primeiro trimestre, menor que a taxa de desocupação nacional de 13,1%.

 

Porém em meio ao interesse comercial nos pastos e lavouras, evidencia-se o desafio da conciliação do agronegócio com a necessidade de preservação do cerrado. 

 

Elaine Barbosa, coordenadora de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás, avalia que a fase mais intensa do desmatamento já passou, mas dá uma má notícia.

 

Um dos impactos é no abastecimento de água na região metropolitana de Goiânia. 

 

O sistema de abastecimento de água atende a 86% dos domicílios em Goiás e 53% contam com rede de esgoto, média menor que a nacional, de 66%. Já o serviço de coleta de lixo tem cobertura de 84% das residências.

 

Na área social, a taxa de analfabetismo chega a quase 6%, mas ainda assim é menor que a do país, de 7%. A de homicídios é 45 por 100 mil habitantes, a mais alta da região Centro-Oeste.