Justiça derruba liminar que impedia uso de glifosato e outras substâncias agrotóxicas no país

01:23 Geral, Notícias 03/09/2018 - 15h56 Brasília Embed

Lucas Pordeus Leon

O Tribunal Regional Federal da 1ª região, sediado em Brasília, derrubou uma liminar que impedia a comercialização das substâncias agrotóxicas glifosato, tiram e abamectina.

 

No último dia 7 de agosto, uma liminar da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília havia determinado a suspensão do uso e comercialização dessas substâncias até que fosse feita uma reavaliação toxicológica pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

A liminar ressaltou que o glifosato é apontado como possível cancerígeno pela OMS, a Organização Mundial da Saúde, e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva.

 

Mas o desembargador Kássio Marques, enquanto presidente do TRF1, acolheu o argumento da AGU, a Advocacia-Geral da União, de que nada justificaria a suspensão dos registros dos produtos de maneira tão abrupta, sem a análise dos impactos à economia do país e à população em geral, o que causaria grave lesão a ordem pública, segundo o despacho.

 

O desembargador ainda determinou que a Anvisa reavalie as substâncias até o final do ano, sob pena de multa e responsabilização dos servidores do órgão.

 

O ministro da Agricultura comemorou a decisão judicial. Blairro Maggi havia afirmado que a suspensão das substâncias prejudicaria a atual safra de milho e soja, que é feita com base no uso do glifosato para  combater as  pragas.

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