Justiça espera exames para definir guarda da bebê indígena enterrada viva

02:10 Geral, Notícias 11/09/2018 - 15h46 Brasília Embed

Maísa Penetra

Ministério Público de Mato Grosso aguarda exame de DNA e estudo psicossocial para definir o destino da bebê indígena que foi enterrada viva em junho.

 

A menina está em um abrigo público em Canarana, Mato Grosso, desde então. A Justiça de Canarana aguarda a conclusão do estudo e do exame de paternidade para definir para onde vai a criança.

 

No dia 5 de junho ela foi enterrada viva por quase seis horas no quintal da casa da bisavó logo após o nascimento. Foi resgatada por policiais e levada para uma UTI em Cuiabá e depois transferida para a Casa da Criança Hygino Penasso, em Canarana. A menina, que tem agora três meses, está bem de saúde e aguarda um novo lar.

 

Existem duas ações na Justiça sobre o caso da criança: uma criminal e outra civil. A criminal apura se realmente a avó e a bisavó são autoras do crime, de acordo com denúncia do Ministério Público.

 

Já a que corre na esfera civil apura quem seria o guardião mais adequado para a pequena. Para isso estão sendo feitos estudos antropológicos e psicossociais com os parentes das duas partes da família para definição da guarda da criança e não parentes que demonstraram interesse em acolher a menina.

 

O Ministério Público afirma que aguarda esses estudos para análise e assim ver qual a pessoa mais adequada. São várias as possibilidades. A regra é que se evite ao máximo a adoção, para que se mantenha sempre o vínculo familiar, com a mãe, com o pai, tio, avô ou alguma pessoa que tenha vínculo afetivo e sanguíneo com a criança.

 

Adoção é sim uma possibilidade, mas, só deve ser considerada em último caso.

 

Enquanto ela está no abrigo, mantém contato familiar, já que não existe vedação expressa que proíba parentes de visitá-la. O que tem são restrições contra a avó e a bisavó, que são acusadas de enterrarem a menina.

 

Apesar de terem corrido rumores que a mãe vai ao abrigo para amamentar e dar banho na bebê, o Ministério Público esclarece que isso não é a verdade e que a mãe foi algumas vezes ao abrigo, mas não tem tido contato próximo com a filha.

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