Mansão de Cabral em Mangaratiba é arrematada por R$ 6,4 milhões

02:06 Geral, Notícias 14/09/2018 - 09h40 Rio de Janeiro Embed

Ícaro Matos

A mansão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, em Mangaratiba, no litoral sul do estado, foi vendida nessa quinta-feira (13), no segundo leilão realizado pela Justiça Federal.


O imóvel foi arrematado por R$ 6,4 milhões, valor mínimo estipulado pela Justiça. O lance foi dado nos últimos minutos da sessão, após o próprio leiloeiro já ter admitido que teria de anunciar o imóvel por um preço inferior, em um terceiro leilão.


Na mesma sessão também foram leiloados três carros de luxo blindados do ex-governador, por R$ 485 mil. Entretanto, uma lancha avaliada em R$ 3,2 milhões que também estava a venda não foi arrematada e será oferecida por um preço mais baixo em um terceiro leilão.


A mansão e os outros itens foram a leilão pela primeira vez no último dia 4, mas na ocasião só foram vendidos um barco e um jet sky.


O dinheiro arrecadado com a venda dos bens será utilizado para ressarcir os danos causados aos cofres públicos, pelos crimes cometidos por Cabral e por sua mulher Adriana Ancelmo.


O leilão só foi possível porque Cabral e Adriana fizeram a entrega voluntária de seus bens que estavam bloqueados pela Justiça.


O gesto fez o juiz da Sétima Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, responsável pelas ações da Operação Lava Jato no Estado, reduzir as penas recebidas pelo casal no processo originado pela Operação Eficiência, que investiga um esquema de corrupção envolvendo políticos, agentes públicos e empresários.


O magistrado abateu dois terços da pena que Cabral recebeu pelo crime de lavagem de dinheiro. A sentença inicial, que era de 6 anos e seis meses de prisão, caiu para 2 anos e dois meses.


Como Sérgio Cabral Filho também foi condenado por corrupção passiva e evasão de divisas, a pena total do ex-governador, no processo, é de 22 anos e 8 meses de prisão.


Já Adriana Ancelmo teve a pena de 4 anos de reclusão por lavagem de dinheiro extinta e foi sentenciada apenas pelo crime de corrupção passiva, a 4 anos e seis meses de prisão.