Protocolado novo pedido de impeachment contra o prefeito do Rio Marcelo Crivela

02:54 Geral, Notícias 18/09/2018 - 20h26 Brasília Embed

Cynthia Cruz

Um novo pedido de impeachment contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela , foi protocolado nesta tarde desta terça-feira na Câmara Municipal. 

 

Embora tenha sido articulado pela bancada de oposição ao prefeito, o pedido não traz assinaturas de vereadores.  O documento é assinado por um servidor público candidato à deputado estadual. A estratégia foi adotada levando em conta que, pelo regimento interno da Câmara, os signatários ficam impedidos de votar caso o processo seja instaurado e siga adiante. O novo pedido de impeachment é baseado em denúncias de que o prefeito estaria reincidentemente se servindo do cargo para promover ação de interesse pessoal.

 

O documento cita uma reunião com funcionários da Comlurb – a Companhia de Limpeza do Rio de Janeiro – na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá, na semana passada e relatada por jornalistas de diferentes veículos de comunicação. Na ocasião, Crivella teria pedido votos para o filho dele, candidato deputado federal nestas eleições e outros do partido , entre eles, Eduardo Lopes que busca uma das duas vagas no Senado e de quem a esposa de Crivella é suplente

 

Ainda de acordo com o relato, veículos oficiais foram usados para transportar os funcionários da Comlurb após o expediente de trabalho e uma possível retaliação aos empregados que se recusassem a comparecer. A companhia nega as acusações.

 

O novo pedido de impeachment foi três dias após Crivella ter se tornado réu em processo movido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Ele é acusado de improbidade administrativa, em decorrência de uma reunião privada no Palácio da Cidade com cerca de 250 lideranças evangélicas no dia 4 de julho.

 

No encontro, gravado por um repórter do jornal O Globo, ele anunciou facilidades para a realização de cirurgias de catarata, varizes e vasectomia, indicando dois de seus assessores para atender às demandas. Crivella se dispôs ainda a destravar os processos para obtenção da isenção do IPTU pelas igrejas evangélicas.

 

Em julho, a Câmara já havia derrubado dois pedidos de impeachment contra o prefeito, ambos baseados neste episódio do Palácio da Cidade.

 

Em nota, a Casa Civil afirma que lamenta a atitude reiterada de parte dos vereadores de oposição de tentar utilizar o instrumento do impeachment como chicana do jogo político, com o único objetivo de desestabilizar o governo em período eleitoral.  Ainda de acordo com o comunicado  secretário Paulo Messina reafirma que tem certeza  de que a Câmara não se dobrará a manobras eleitoreiras.

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