IBGE: registros de nascimento voltam a crescer após queda devido à epidemia de zika

03:37 Geral, Notícias 31/10/2018 - 12h34 Rio de Janeiro Embed

Raquel Júnia

Mais de dois milhões e oitocentos e sessenta sete bebês nasceram e foram registrados no país no ano de 2017.

 

Os registros de nascimentos cresceram 2,6% em relação a 2016 e demonstram a recuperação dos nascimentos no país após um ano de queda possivelmente em consequência da epidemia do zika vírus.

 

As informações são da Estatística do Registro Civil 2017 divulgadas nesta quarta-feira (31) pelo IBGE.


 
O único estado com redução no número de nascimentos registrados foi Rio Grande do Sul.

 

Os estados com crescimento acima de 5% nos registros foram Tocantins, Mato Grosso do Sul, Acre, Espírito Santo, Rondônia, Rio de Janeiro e Sergipe.

 

Outra característica dos registros é a queda na proporção de nascimentos de filhos de mães com idade menor do que 30 anos e aumento na faixa etária entre 30 a 34 anos.

 

A coordenadora da pesquisa, Klivia Oliveira, explica que o aumento não significa incremento da taxa de natalidade.


 
Ela acrescenta também que o Brasil vem avançando muito nas estratégias para garantir o registro de todas as crianças, em parte pelas políticas sociais implementadas nos últimos anos.

 

Em mais de 98% dos casos das crianças nascidas com vida o local de nascimento são os hospitais ou estabelecimentos de saúde sem internação.


 
As estatísticas mostram também aumento do registros de óbitos. O crescimento foi de 23,5% nos últimos 10 anos.

 

Segundo o IBGE, o resultado se deve à redução da mortalidade infantil o que possibilitou que mais pessoas morressem ao envelhecer.

 

Até os 14 anos, houve queda na mortalidade tanto para meninos, quanto para meninas, sendo que as mulheres mantém trajetória de queda até os 29 anos. Já na população masculina, entre 15 e 39 anos, houve mais registros de mortes, com exceção do grupo de 25 a 29 anos.


 
As mortes por causas externas, ou seja, aqueles causados por acidentes ou violência, aumentaram mais em relação aos óbitos por causas naturais e explicam o maior número de mortes entre a população masculina.

 

Em 2017, um indivíduo do sexo masculino de 20 anos tinha 11 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que se fosse do sexo feminino.

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