Justiça proíbe dono da loja Havan de pressionar empregados a votar em Bolsonaro

01:51 Geral, Notícias 03/10/2018 - 16h24 Brasília Embed

Lucas Pordeus Leon

O dono das lojas de Departamento Havan, Luciano Hang, pode ter que pagar multa de 500 mil reais se insistir em coagir empregados a votar no candidato à presidência que defende.


A decisão foi tomada nesta quarta-feira pela 7ª Vara da Justiça do Trabalho de Florianópolis. Em vídeos divulgados na internet e durante um evento promovido pela empresa, o proprietário da Havan afirma que pode demitir funcionários caso o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, não vença a eleição.


O proprietário das lojas Havan mencionou ainda que faz pesquisas eleitorais entre os empregados o que, segundo a procuradoria responsável pela ação, reforçaria as ameaças veladas.

 

O Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina cita a Constituição e acordos internacionais para argumentar que um patrão não pode obrigar, exigir, impor, induzir ou pressionar para que os empregados votem em determinado candidato.

 

A decisão da Justiça determina que a empresa tem até sexta-feira para divulgar, em todos os painéis informativos da empresa, e nas redes sociais, a decisão judicial impedindo a coação de funcionários.


A empresa não havia se pronunciado até o fechamento desta reportagem.


Nas redes sociais, o empresário Luciano Hang diz que foi notificado da decisão , que considera uma piada, e afirma que querem calar a voz dele.

 

E a rede de supermercados Condor também foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho, dessa vez do Paraná, por pedir votos para Bolsonaro aos empregados. Mas, o proprietário fechou acordo com a procuradoria. O grupo Condor vai divulgar informes se retratando e não deve ser multado.

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