Outubro Rosa: mulheres com câncer de mama são estimuladas a buscar apoio

04:04 Geral, Notícias 02/10/2018 - 09h28 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

Marcando os dez anos da campanha Outubro Rosa a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) estimula mulheres diagnosticadas com câncer de mama a compartilhar sua luta contra a doença.

 

Um diagnóstico de câncer de mama traz uma enxurrada de informações e questões para lidar e  muitas mulheres ainda não sabem que podem recorrer ao apoio de ONGs que lidam com a causa e que estão espalhadas pelo País. Com a hashtag #CompartilheSuaLuta, a Femama quer estimular mais mulheres a buscar apoio .

 

A ideia é fortalecer essas pacientes e fazer a causa ganhar força na luta por mais acesso ao diagnóstico e tratamento na rede pública.


Também foi lançado um aplicativo, chamado MAMatch, para conectar pacientes com ONGs, profissionais, familiares e pessoas envolvidas com a causa, formando uma rede de troca de informações e orientações sobre a doença.


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), com exceção dos tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais frequente entre a mulheres.

 

Para cada ano do biênio 2018/2019, o instituto estimou quase 60 mil novos casos no país, com um risco estimado de 56 ocorrências a cada 100 mil mulheres.

 

A coordenadora de Comunicação da Fe nama, Letícia Cecagno, avalia que houve avanços na legislação brasileira com a implementação do prazo de 60 dias para início do tratamento do câncer na rede pública mas, segundo ela, há ainda vários outros desafios, como o não cumprimento da lei e o diagnóstico tardio da doença.


Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Mastologia, em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, apontou que o número de mamografias feitas no ano passado em mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos ficou abaixo do esperado no SUS.


A expectativa era que fossem realizados 11,5 milhões de exames, mas foram registrados apenas 2,7 milhões procedimentos.

 

O mastologista Eduardo Millen, presidente da regional do Rio da Sociedade Brasileira de Mastologia, confirma que a falta de acesso a procedimentos de rastreamento e diagnóstico ainda é uma realidade na rede pública de sáude.

 

Millen critica o protocolo do Ministério da Saúde que recomenda a mamografia apenas para pacientes acima de 50 anos. Para o mastologista há outros ganhos na indicação do exame para mulheres acima dos 40 anos.

 

A Sociedade Brasileira de Mastologia também lançou a campanha “Mais Acesso para Celebrar a Vida” que alerta sobre as dificuldades que as mulheres enfrentam para realizar o rastreamento, diagnóstico e tratamento da doença pela rede pública de saúde.

 

Em nota o Ministério da Saúde informou que  Em 2017, o Vigitel, pesquisa realizada por telefone com mais de 50 mil pessoas nas capitais do país, aponta que 78% das mulheres entre 50 e 69 anos realizaram mamografia nos últimos dois anos.

 

*Título, texto e áudio corrigidos às 20h51 de 08/10/18 para melhor adequação ao conteúdo. A campanha incentiva que as mulhere com câncer de mama busquem apoio. 

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