EBC debate em Seminário preservação do seu patrimônio radiofônico e audiovisual

04:19 Geral, Notícias 12/11/2018 - 21h55 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

A  preservação do valioso patrimônio radiofônico e audiovisual da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) será tema do seminário “Memória, Identidade e Futuro”, que acontece nesta terça-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio.


Durante o evento, a EBC vai anunciar a formalização de um acordo de cooperação técnica e operacional com a Fundação Getúlio Vargas, para revitalizar o acervo de quase um milhão e 400 mil documentos audiovisuais, textuais, fonográficos e fotográficos, armazenados em suportes físicos - como fitas magnéticas, papel e filmes.



O debate está em consonância com a discussão mundial acerca da preservação de acervos audiovisuais como conta a gerente de Marketing e Negócios da EBC e curadora do Seminário, Liloye Bubli.


A Curadora avalia ainda que a proposta do  Seminário tem seu potencial ampliado ao trazer para a discussão importantes aspectos da preservação.


As origens do acervo da EBC remontam à primeira rádio do Brasil, a Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1923 por Roquette Pinto – atual Rádio MEC, e à Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que desde 1936 ajuda a contar a história do país, chegando às mais remotas regiões.


O conjunto de produções dessas emissoras se une aos conteúdos realizados atualmente por veículos da EBC, como a TV Brasil e as rádios MEC AM e FM, além da Nacional.


Para fazer frente aos desafios de manter e disponibilizar esses conteúdos raros e caros para a sociedade, a  Empresa Brasil de Comunicação também desenvolve o “Projeto de  Revitalização do Acervo”, com etapas que contemplam desde o diagnóstico do estado de conservação e a recuperação física dos bens patrimoniais até a ampliação de mecanismos de difusão.


Entre as raridades radiofônicas estão os manuscritos da primeira radionovela brasileira ("Em busca da felicidade"), que foi ao ar pela Rádio Nacional, em 1941. Outra peça rara é a narração feita por Jorge Cury e Oswaldo Moreira da vitória do Brasil na Copa do Mundo da Suécia, em 1958.

 

Os arquivos da Rádio Nacional têm ainda ícones da música como Cauby Peixoto, Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Pela Rádio MEC, passaram nomes como Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Na década de 1960, o saudoso artista interpretava crônicas de grandes escritores ao lado de Garcia Xavier no programa "Quadrante" que se tornou uma das maiores audiências da emissora na época.

 

No audiovisual, entre as  preciosidades estão o programa "Advogado do Diabo", veiculado na extinta TVE-Rio, nos anos 1980, com a poderosa voz de Osvaldo Sargentelli, sabatinando personalidades como o escritor Jorge Amado e o jornalista Barbosa Lima Sobrinho.

 

Há também consagradas atrações musicais como "É Preciso Cantar", episódios da série “Pluft, o Fantasminha”, primeira produção infanto-juvenil em cores da tevê brasileira, e os arquivos de ‘Vila Sésamo”.


Todo esse acervo vai além de escrever a história desses veículos de comunicação, seus conteúdos fizeram parte da vida do país e dos brasileiros, que ainda hoje se reconhecem na programação das emissoras da EBC.

 

O debate será gravado e veiculado posteriormente pela Rádio Mec e em uma programa especial do Sem Censura, da TV Brasil.

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