Ex-auditor da Máfia do ISS paulista é preso pela terceira vez

03:35 Geral, Notícias 28/11/2018 - 09h23 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

A Justiça de São Paulo determinou a prisão do ex-auditor fiscal da Fazenda do município de São Paulo Luís Alexandre Magalhães, que ficou conhecido como Rei dos Fiscais na Máfia do ISS na capital paulista.

 

Magalhães foi flagrado fraudando a administração de imóveis sequestrados pela Justiça, como explicou o promotor Roberto Bodini.

 

"Ele roubou a prefeitura, constituiu um patrimônio criminoso, foi pego, houve a medida judicial de sequestro, isso visava ressarcir os cofres úblicos e não obstante todo esse nosso trabalho ele continuou operando e auferindo uma renda de cerca, seguramente, de R$ 40 mil reais mensais".

 

Os imóveis sequestrados somam entre R$ 25 milhões a R$ 30 milhões.

 

O administrador legal dos bens, que é definido pela própria Justiça, foi afastado e outra pessoa foi nomeada para o lugar.

 

Esta é a terceira que vez que Luís Alexandre é preso. Em 2013, logo que as investigações da Máfia do INSS começaram, ele chegou a ser preso, mas teve a prisão flexibilizada porque aceitou assinar o acordo de delação premiada com o Ministério Público.

 

Dois anos depois foi flagrado usando a própria situação de delator para extorquir outros auditores ficais. Foi preso e o acordo de delação premiada cancelado. Mas, dois dias depois foi liberado pela justiça.

 

Luís Alexandre foi condenado em primeira instância a mais de 70 anos de prisão, mas está recorrendo em liberdade a mais de 30 processos.

 

Para Bodini, se ele for mantido preso, os processos na Justiça podem ser acelerados.


"Preso, os processos dele passam a ter prioridade. Então a gente aguarda e espera que ele, estando preso, isso acelere o julgamento dos processos e na nossa visão ele possa aí, o mais rapido possível, ter as suas sentenças proferidas e mantidas, se for caso evidentemente."

 

Sozinho, Luis Alexandre teria fraudado a fiscalização nas obras de mais de 400 edifícios na cidade de São Paulo, entre 2008 e 2012, durante a gestão do então prefeito Gilberto Kassab.

 

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Luis Alexandre.

 

Também foram condenados, em segunda instância, cinco réus da Máfia dos Fiscais. Dois deles, o ex-sub-secretário de Fazenda do município, Ronilson Bezerra, apontado como líder da máfia, e o empresário Marco Aurélio Garcia, tiveram as penas ampliadas de 10 anos para 16 anos.

 

Outros três réus tiveram as penas reduzidas como benefício da delação premiada.

 

A esposa de Denilson, que tinha sido condenada em primeira instância, foi absolvida.

 

Todos respondiam ao processo em liberdade. Com a decisão em segunda instância, os promotores vão pedir que as penas comecem a ser cumpridas, seguindo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a prisão de acusados a partir da condenação em segunda instância.

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