Exército já expulsou quase 2 mil garimpeiros de terras Yanomami

02:25 Geral, Notícias 23/11/2018 - 13h02 Brasília Embed

Maíra Heinen

Por meio do controle fluvial nos rios Uraricuera e Mucajaí, na Terra Indígena Yanomami, integrantes do Batalhão de Infantaria de Selva de Roraima conseguiram expulsar mais de 1.900 garimpeiros da área.

 

A chamada Operação Mutum começou em 1º de março deste ano, com desmontes de acampamentos, apreensão de materiais e interdição de pistas de pouso clandestinas.

 

Foram apreendidos mais de 8,5 mil litros de combustível, cerca de 1,8 mil gramas de mercúrio, 23 motores de popa, entre outras dezenas de itens.

 

Mas, para os militares integrantes da atividade, o principal resultado não foi a apreensão de material mas o fechamento de garimpos com o bloqueio dos cursos d’água, como explica o tenente-coronel Alyson Mendonça, oficial de Comunicação da 1ª Brigada de Infantaria de Selva de Boa Vista.

 

"Com esse corte do fluxo logístico você torna a atividade garimpeira menos lucrativa porque naturalmente eles tentam manter o fluxo logístico, dessa vez utilizando pequenas aeronaves, só que o preço de tudo aumenta muito e deixa de ser lucrativo para aquele indivíduo que tá trabalhando numa região tão distante, tão inóspita, sujeito à doenças e toda a sorte de problemas, ele tende a deixar a região.

A situação de garimpo ilegal na terra indígena, que fica na região noroeste de Roraima, na fronteira com a Venezuela, se arrasta há anos, mais precisamente desde a década de 1980. Líder do povo Yanomami, Davi Kopenawa ressalta os problemas da atividade ilegal e afirma que a comunidade quer que o Exército continue as operações.

 

Sonora: O garimpo que traz a doença: malária, tuberculose, DST, HIV, Câncer, poluição dos rios, mercúrio… tudo isso que existe aqui na cidade os garimpeiros tudo levaram para prejudicar a saúde yanomami. Nós queremos que o exército continue para proteger meu povo, para proteger principalmente nossos rios, que a gente toma água limpa.

 

O tenente coronel Alyson informou que a operação Mutum não tem prazo para terminar. Os militares esperam devem atuar até o encerramento de todo tipo de garimpo na terra indígena.

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