MP investiga fraude em licitação na Câmara Municipal de Santarém

01:54 Geral, Notícias 08/11/2018 - 19h03 Brasília Embed

Bianca Paiva

O Ministério Público do Pará, com atuação em Santarém, e a Polícia Civil do estado deflagaram, nesta quinta-feira, a décima primeira fase da operação Perfuga, denominada Propagare.


Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Câmara Municipal de Santarém e na sede da empresa Vox Comunicação.


Segundo o MP paraense, as investigações descobriram fortes indícios de direcionamento para que a Vox fosse a vencedora de licitação feita em 2017 pela Câmara Municipal.


Documentos teriam sido forjados para beneficiar a empresa investigada, possibilitando a participação na licitação, e para comprovar atas de sessões obrigatórias por lei que não ocorreram na prática.

 

De acordo com o Ministério Público, também há suspeita de desvio de dinheiro público pago pela Câmara à Vox. O contrato com a empresa, no valor de 260 mil reais, ainda está em vigor, e consiste na prestação de serviços de comunicação social e institucional ao órgão legislativo.

 

Notas ficais apreendidas mostram que a Vox recebeu mensalidades de cinco mil e 500 reais, porém não há documento que comprove que tais atividades foram realizadas.

 

O advogado que representa a Vox Comunicação informou que não poderia se manifestar porque ainda não teve acesso à decisão que motivou a operação nesta terça-feira.

 

A reportagem não conseguiu contato com a Câmara Municipal de Santarém.


A Primeira fase da operação Perfuga foi deflagrada em agosto de 2017 para apurar esquema de corrupção no órgão legislativo.

 

Conforme balanço do MP, em um ano de investigações, oito denúncias foram ajuizadas e 54 réus denunciados Devido ao volume de desdobramentos, a operação não tem data para terminar.


 

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