PF e Ministério Público fazem operações contra o crime organizado em São Paulo

02:29 Geral, Notícias 29/11/2018 - 13h24 São Paulo Embed

Nelson Lin

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério Público Estadual (MPE) e o Exército, deflagraram, nesta quinta-feira (29), a Operação Terrão. Duzentos e cinquenta agentes executam 13 mandados de busca e apreensão, em um bolsão clandestino de estacionamento controlado por uma organização criminosa, ao lado do terminal de cargas da Rodovia Fernão Dias.

 

De acordo com as investigações, que duraram um ano e meio, os caminhoneiros pagavam de R$ 50 a R$ 60 aos criminosos para estacionar enquanto aguardavam a liberação da carga. Ainda de acordo com a apuração da polícia, o estacionamento, que é uma área pública, também era local de diversos crimes como tráfico de drogas, receptação de carga roubada, exploração de prostituição e furto de água e energia.

 

Equipes do Exército estão sendo enviadas ao local para retirar as barreiras de pedra e concreto que os criminosos colocaram para delimitar a área e controlar o acesso.

 

Em outra operação deflagrada contra o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, também nesta quinta, a Polícia Federal do Rio Grande do Sul executou 23 mandados de prisão e os 40, de busca e apreensão.

 

A operação ocorre nos estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

 

Em São Paulo, a Polícia Federal encontrou dinheiro em espécie guardado em uma máquina de lavar roupa. Os suspeitos, detidos na sede da Polícia Federal São Paulo, serão encaminhados para a sede da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.

 

De acordo com as investigações, o inquérito dessa segunda operação teve início em junho de 2017 para apurar o envio de cocaína da Bolívia para o Rio Grande do Sul.

 

A droga era, depois, despachada para a Europa através de portos brasileiros.

 

A investigação sobre o fluxo financeiro dos criminosos descobriu que as transações eram feitas através de doleiros em São Paulo.

 

A polícia também descobriu a criação de um banco informal, que era utilizado para lavagem de dinheiro oriundo de diversos crimes, além do tráfico de drogas.

 

Segundo a investigação, a movimentação dessa instituição financeira clandestina foi de aproximadamente R$1,4 bilhão e 400 milhões nos últimos três anos.

 

Os suspeitos detidos nessa operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de drogas, operação de instituição financeira sem a devida autorização, operação de câmbio não autorizada e lavagem de dinheiro.

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