20 mi de jovens não estudam e nem trabalham na América Latina e Caribe, diz Ipea

00:00 Geral, Notícias 03/12/2018 - 16h41 Brasília Embed

Dayana Vítor

No Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai, 21 por cento dos jovens entre 15 e 24 anos não estudam e nem trabalham, a maioria de famílias de baixa renda.


Isto corresponde a 20 milhões de pessoas nessa situação, segundo a pesquisa Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar divulgada nesta segunda-feira pelo Ipea-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O Brasil o terceiro colocado da região no número de jovens que vivem dessa forma.

 

Segundo o levantamento realizado com 15 mil jovens de 15 a 24 anos de nove países da América Latina e Caribe, o número das mulheres da geração "nem nem" chega a ser o dobro dos homens.


Esses jovens não estudam ou trabalham devido a obrigações familiares com parentes, filhos, problemas de saúde, falta de políticas públicas, crise econômica, entre outros motivos. Uma das responsáveis pelo estudo, a pesquisadora do IPEA, Enid Rocha, esclarece que esses jovens “nem nem” não são desocupados.

 

O estudo ainda revela que 40% dos entrevistados não são capazes de executar cálculos matemáticos simples, úteis no dia a dia. Mas, esses jovens de 15 a 24 anos têm muita facilidade de usar dispositivos eletrônicos como celulares, tablets e computadores.

 

Apesar da situação difícil que enfrentam, eles apresentam autoestima elevada, assim como grande capacidade de se organizar para atingir seus objetivos. Um dos jovens que conseguiu superar todas s dificuldades foi Henrique de Jesus, de 23 anos.

 

O morador de Ceilândia, localizada mais de 30 quilômetros de Brasília. procurou emprego por dois anos , mas só conseguiu depois de se qualificar em audiovisual no projeto Jovem de Expressão.

 

Ainda segundo a pesquisa, do universo de jovens da região, 41 por cento se dedicam exclusivamente ao estudo, 21 por cento só trabalham e 17 por cento trabalham e estudam ao mesmo tempo.


Dos que trabalham, 70% estão em atividades informais e em quatro anos eles trocam de ocupação mais de três vezes.

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