Polícia começa a investigar motivos para atentado à igreja em Campinas

01:38 Geral, Notícias 13/12/2018 - 20h24 São Paulo Embed

Eliane Gonçalves

A polícia começou a tomar depoimentos de familiares, vizinhos e ex-colegas de trabalho para tentar explicar o que levou Euler Grandolpho, de 49 anos, a atirar contra as pessoas numa igreja em Campinas na última terça feira.

 

Euler estava desempregado desde 2015, mas segundo a polícia, era técnico de informática. Até 2014 trabalhou como assistente de promotoria no ministério público de São Paulo, quando foi exonerado. De familia católica, o pai de Euler, Éder Grandolpho, é conhecido pela dedicação a religião.

 

Euler morava com o pai em um condomínio em Valinhos, cidade que fica a cerca de 10 quilômetros de Campinas. No quarto dele foram apreendidos um computador, Notebook, celular e um diário.  As inúmeras anotações com registros de placas de automóveis no diário e as várias ligações do celular para o número da polícia, o 190, estão sendo interpretadas pelos investigadores como uma mania de perseguição.

 

A pistola usada por Euler, uma CZ 9 milímetros, é de uso exclusivo da polícia federal e das forças armadas. Uma das hipóteses é de que essa arma tenha sido de algum atirador desportivo ou colecionador, foi desviada e adquirida no mercado ilegal. A família não sabia que ele tinha armamentos em casa.

 

Oito pessoas foram atingidas pelos tiros. Cinco delas morreram. Euler se matou após ter sido atingido por um tiro da polícia.

 

Euler foi sepultado nessa quarta feira, em Valinhos. O cemitério ficou fechado a pedido da família.

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique