Ataques no Ceará: Secretaria de Administração Penitenciária apreende 2.300 celulares em 20 dias

03:00 Geral, Notícias 23/01/2019 - 10h37 Brasília Embed

Renata Martins

Governo do Ceará fecha 84 cadeias públicas no interior. Em 20 dias, ações da recém-criada secretaria da Administração Penitenciária também apreendeu 2.300 celulares dentro de unidades prisionais do Estado.

 

Além da varredura nas celas, que resultou na apreensão dos aparelhos celulares, a secretaria retirou aparelhos de televisão, drogas e armas brancas.

 

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), as operações ocorrem constantemente nas unidades como parte da estratégia que busca cessar a comunicação e informação entre internos e criminosos que agem fora das prisões.

 

A criação da secretaria e declarações do chefe da pasta, Mauro Albuquerque, de que endureceria a fiscalização nas unidades prisionais, são apontadas como o motivo da onda de ataques realizados por facções criminosas desde 3 de janeiro.

 

Presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, a advogada Ruth Leite relata que a maioria das cadeias eram casas adaptadas que viraram prisões, sem segurança alguma, com registro de mortes, chacinas e fugas em massa.

 

Ruth Leite afirma que a medida será alvo de fiscalização do Conselho. De acordo com ela, existe o compromisso do governo de construir 14 unidades regionais para substituir as cadeias desativadas.

 

Com o fechamento das unidades, 2.500 detentos foram transferidos para prisões da região metropolitana de Fortaleza, já lotadas. Para a Presidente do Conselho Penitenciário, as instituições do sistema de justiça precisam realizar ações no sentido de garantir a progressão de pena para quem já tem esse direito e o julgamento de presos provisórios.

 

O Ceará tem população carcerária de cerca de 30 mil pessoas.

 

Trinta e nove detentos apontados como líderes de facções foram transferidos para presídios federais.

 

Nessa terça-feira (22), uma portaria traz novas regras para a entrada de alimentos e objetos pessoais nas unidades. Uma das medidas é a restrição de alimentos externos. A comida levada por familiares terá que ser consumida durante a visita social. Durante a semana, a alimentação ficará restrita às cinco refeições diárias fornecidas pelo estado.

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