Beto Richa é preso; ex-governador do Paraná teria recebido R$ 2,7 mi em propina

02:29 Geral, Notícias 25/01/2019 - 15h44 Brasília Embed

Maíra Heinen

O ex-governador do Paraná, Beto Richa, foi preso nesta sexta-feira (25) durante cumprimento da 58ª fase da operação Lava Jato em Curitiba. Seu contador, Dirceu Pupo Ferreira, também foi preso.

 

De acordo com as investigações, Richa foi beneficiário de pelo menos R$ 2,7 milhões em propinas pagas em espécie pelas concessionárias de pedágio do Paraná e por outras empresas que mantinham interesses no governo.

 

Para o Ministério Público Federal, há evidências de que parte do dinheiro foi lavada mediante depósitos feitos diretamente em favor da empresa Ocaporã Administradora de Bens. O MPF afirma que embora estivesse formalmente em nome de Fernanda Richa, esposa do ex-governador, e de seus filhos, na realidade a empresa era controlada por Beto Richa.

 

Segundo a força tarefa, o restante dos recursos, aproximadamente R$ 2,6 milhões, foi lavado pelo ex-governador com o auxílio de Dirceu Pupo Ferreira, por meio da aquisição de imóveis. Pelas investigações, os bens foram comprados com propinas e colocados em nome da empresa Ocaporã Administradora de Bens.

 

Para ocultar a origem ilícita dos recursos, Ferreira solicitava que os vendedores lavrassem escrituras públicas de compra e venda por um valor abaixo do realmente combinado entre as partes. A diferença entre o valor da escritura e o acordado era paga em espécie, de forma oculta, com propinas. Nessas condições, a operação já identificou pelo menos três imóveis pagos em dinheiro vivo pelo contador em favor da Ocaporã.

 

Ainda segundo os procuradores, a prisão foi imprescindível devido à tentativa de obstrução das investigações pelos envolvidos.

 

Em nota, a defesa de Beto Richa informou que os fatos são antigos e já foram esclarecidos pelo ex-governador. Disse ainda que a prisão requerida pelo Ministério Público Federal afronta o que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal, com o evidente objetivo de desrespeitar os julgamentos proferidos pela Suprema Corte.

 

Já a defesa de Fernanda Richa, André Richa e da Empresa Ocaporã ressaltou que não há qualquer fato que ligue a empresa Ocaporã ou seus sócios a qualquer fato ilícito sob investigação. E ainda, que Fernanda e André Richa estão, como sempre estiveram, à disposição da Justiça, do Ministério Público e da polícia.

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