Procurador-geral de MG diz que deve haver consequências criminais no caso da barragem de Brumadinho

03:04 Geral, Notícias 26/01/2019 - 21h05 Brasília Embed

Sumaia Villela

O número de mortos, resgatados e desaparecidos em Brumadinho, Minas Gerais, muda constantemente desde o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, explorada pela mineradora Vale.

 

A busca, segundo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é difícil, e por isso ele espera ajuda do governo federal para disponibilizar tecnologia que permita avançar no resgate de vítimas soterradas.

 

Catorze aeronaves eram usadas nas buscas neste sábado. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros estadual, coronel Edgar Estevão, chegou a falar, em entrevista coletiva, que existiam quatro pontos em que se trabalhava com a possibilidade de sobreviventes: um ônibus, uma locomotiva, um imóvel e o Parque das Cachoeiras. Minutos depois, os jornalistas receberam a notícia oficial que todos os ocupantes do ônibus estavam mortos.

 

Em Brumadinho, foi montado um espaço específico para que familiares procurem parentes sumidos. Na tarde deste sábado (26), a imprensa que acompanhava o movimento testemunhou o desespero de uma mulher que se incomodou com o tempo de espera por informações. Ela saiu sem se identificar do local.

 

Além da dificuldade nas buscas, outros riscos são monitorados. A chuva é um deles. O outro, segundo o coordenador de Defesa Civil estadual, coronel Evandro Borges, é outra barragem da Vale.

 

Como uma das ações para a responsabilização dos envolvidos na tragédia, o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet, anunciou que o Ministério Público do Estado pediu o bloqueio de R$ 5 bilhões da mineradora. A Comarca de Brumadinho acatou o pedido. Ele lembrou ainda que devem existir consequências na esfera criminal.

 

O Ministério Público já investigava, de forma preventiva, a barragem que se rompeu em Brumadinho. Segundo Tonet, a fase era de análise da resposta da Vale a respeito da segurança do reservatório.

 

A mineradora argumenta que não havia registrado qualquer problema na barragem e que ela foi vistoriada por empresa de auditoria alemã no fim do ano passado.

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