Lava Jato: Operador financeiro ligado ao PSDB é preso em SP

03:00 Geral, Notícias 19/02/2019 - 12h37 São Paulo Embed

Nelson Lin

A Policia Federal junto com o Ministério Público Federal deflagrou nesta terça-feira (19) a 60ª fase da operação Lava Jato, Ad Infinitum.

 

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, operador financeiro ligado ao PSDB, e o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira,  atual presidente do Investe SP, agência de Promoção de Investimentos do governo de São Paulo.


Paulo Vieira de Souza também foi preso preventivamente na operação e segundo informações da Polícia Federal ficará até sexta-feira (23) na sede do órgão  em São Paulo devido a compromissos judiciais de outros processos em que ele é réu. Depois será transferido para Curitiba.


Segundo investigações do Ministério Público Federal, Paulo Vieira de Souza teve um importante papel no processo de lavagem de dinheiro em favor da Odebrecht.

 

As movimentações das contas bancárias na Suíça atribuídas a ele superam mais de R$ 130 milhões.

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal justificaram a prisão de Paulo Vieira alegando que em 2017, sabendo das investigações da Lava Jato, ele transferiu o dinheiro das contas da Suíça para outros paraísos fiscais, sendo um deles nas Bahamas.

 

Ainda segundo o Ministério Público Federal, em depoimento de delação premiada, o doleiro Adir Assad afirmou que Paulo Vieira de Souza possuía mais de R$ 100 milhões em dinheiro vivo e necessitava de uma forma de remete-las às suas contas ao exterior.

 

Dessa forma, segundo a investigação, ele disponibilizou o dinheiro ao doleiro Adir Assad e ao setor de propinas da Odebrecht em 2010, depois fez repasses ilegais para diretores e gerentes da Petrobras além de agentes políticos.  Posteriormente, teria recebido o dinheiro de volta por meio  de depósitos da Odebrecht em sua conta na Suíça.


As investigações também apontaram uma ligação entre Paulo Preto e o ex-senador Aloysio Nunes, do PSDB. O ex-senador obteve em 2007 um cartão de crédito emitido em seu favor através dessa conta bancária da Suíça atribuída a Paulo Vieira de Souza e teria retirado este cartão em um hotel na Espanha no período em que esteve hospedado lá.

 


Paulo Preto já é investigado pela Lava Jato em São Paulo.

 

Ele é réu em duas ações penais envolvendo obras de construção do Rodoanel Sul e do Sistema Viário de São Paulo. Em uma delas, é acusado de peculato, processo que se encontrava na fase de alegações finais, foi anulado em liminar de habeas corpus pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

 

A segunda ação é a de crime de cartel, que se encontra na fase de depoimentos das testemunhas de defesa.

 

Procurada, a defesa de Paulo Preto diz que não teve acesso às documentações e que por isso não irá comentar.

 

Já a defesa de Aloysio Nunes não se manifestou até o fechamento.

 

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