Polícia Ambiental atuará no combate a grilagens de terras indígenas no Maranhão

01:25 Geral, Notícias 01/02/2019 - 11h12 Brasília Embed

Bianca Paiva

A partir desta sexta-feira (1º), militares do Batalhão de Polícia Ambiental do Maranhão vão reforçar a segurança nas Bases de Proteção Etnoambiental da Terra Indígena do povo Awá-Guajá.


O trabalho está previsto para durar 90 dias, mas pode ser prorrogado. A medida foi determinada pelo governo maranhense, a pedido da Funai.


A região sofre ameaças de invasão constantes de fazendeiros e grileiros.


O território é reconhecido como de ocupação tradicional indígena. Em 2014, a Justiça determinou a demarcação e remoção de todos os não indígenas da área.


Mas, desde então a terra indígena sofre pressões externas e é alvo de atividades ilegais, informou a Funai.


Segundo a fundação, o crescente desmatamento na região e as recentes ameaças de invasão e destruição das bases do órgão intensificam a necessidade de proteção do território.


Além do apoio da Polícia Militar, a Funai informou que desenvolve outras frentes de atuação na terra indígena: uma com os próprios indígenas para ocupação e vigilância da área. E outra junto ao governo do Estado e ao Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - para verificar a situação nos assentamentos onde vivem famílias que tiveram de deixar o território dos Awá-Guajá, na época da desintrusão.

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