Rompimento da barragem em Brumadinho completa um mês nesta segunda-feira

02:14 Geral, Notícias 25/02/2019 - 10h37 Brasília Embed

Maíra Heinen

No dia 25 de janeiro, a barragem de rejeitos em Brumadinho, que fica a cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte, se rompeu por volta de 12h20.

 

Um mar de lama tomou conta de estradas, do rio, do povoado e, principalmente, da área da Vale, empresa responsável pela barragem. Na hora da tragédia, muitos funcionários ficaram presos no restaurante da empresa.

 

Nesse domingo, houve manifestações em Brumadinho e em Belo Horizonte para homenagear os mortos.

 

A estimativa do Corpo de Bombeiros é que os trabalhos continuem por três ou quatro meses.

 

Os rejeitos atingiram o Rio Paraopeba, e o governo de Minas proibiu o consumo da água, devido ao risco de contaminação. Não há estimativa de suspensão da medida.

 

No último dia 18, o Diário Oficial da União trouxe uma série de medidas do Ministério de Minas e Energia de precaução de acidentes nas cerca de mil barragens existentes no país, começando neste ano e prosseguindo até 2021. Uma delas prevê a extinção ou descaracterização das barragens chamadas "a montante", exatamente como a que se rompeu em Brumadinho. As medidas valem até agosto de 2021.

 

A Vale informou ao Ministério Público do Trabalho que vai manter o pagamento de dois terços dos salários de todos os empregados próprios e terceirizados que morreram na tragédia. Segundo a empresa, o pagamento será mantido por um ano ou até que seja fechado um acordo definitivo de indenização.

 

A empresa também se comprometeu a só transferir empregados após prévia consulta e concordância do trabalhador. Para a transferência, será priorizado o local de origem do empregado.

 

Outras medidas anunciadas pela empresa são o oferecimento de atendimento psicológico e pagamentos de auxílio-creche e de auxílio-educação, além de danos morais para cônjuges ou companheiras, filhos, pais e irmãos das vítimas.

 

*Com informações da Agência Brasil

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