Brasil cria 173 mil postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro, segundo Caged

02:43 Economia, Notícias 26/03/2019 - 12h38 Brasília Embed

Anna Luisa Praser

 O Brasil registrou a criação de 173.139 postos de trabalho em fevereiro. São 112 mil novos empregos formais, se comparado com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Ainda de acordo com a pesquisa, o segundo mês do ano teve um saldo positivo de postos de trabalho em sete dos oito setores econômicos. O destaque vai para o de Serviços, que teve cerca de 112.400 novas vagas formais e um crescimento de 0.65% em relação ao mês anterior. Agropecuária foi o único setor que teve queda em postos de trabalho. Por causa da sazonalidade da atividade, houve cerca de 3 mil demissões no setor.

 

Apesar de crescimentos ainda muito tímidos, o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, diz que os índices representam uma ligeira recuperação da economia.

 

A região brasileira que teve o melhor desempenho na criação de empregos formais foi a Sudeste, com saldo de 101.600 postos de trabalho. 

 

A Região Sul vem em segundo lugar, com saldo de 66 mil vagas formais, seguida pela região Centro-Oeste, com 14.300 novos empregos. A Região Nordeste teve o pior desempenho, com retração de 12.400 vagas formais de trabalho. Os cálculos são feitos a partir da diferença entre as contratações e os desligamentos.

 

O salário médio pago ao trabalhador no momento da admissão também encolheu. Em fevereiro, foi pago cerca de R$ 1.567, uma redução em torno de R$ 67 em comparação a janeiro.

 

Nas categorias que só foram possíveis após a reforma trabalhista, os destaques ficaram para as demissões consensuais, quando há acordo entre o empregado e o empregador. Em fevereiro, essa modalidade de rescisão foi superior a 19 mil. Em fevereiro do ano passado, elas ficaram em torno de 11.700. 

 

O trabalho intermitente teve saldo de 4.346 vagas em fevereiro. Essa modalidade, que também passou a ser mensurada a partir da reforma trabalhista, permite a prestação descontinuada de serviços, com períodos de inatividade. Já o trabalho parcial, onde a jornada de trabalho é menor do que a de empregos formais, teve saldo positivo de 3.404 postos no segundo mês do ano.

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