Paulo Preto é condenado a mais de 145 anos de prisão por fraudes em obras do Rodoanel

02:30 Geral, Notícias 07/03/2019 - 12h29 São Paulo Embed

Nelson Lin

O ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido também como Paulo Preto foi condenado pela Justiça Federal em São Paulo a 145 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de peculato, desvio de dinheiro público, inserção de dados falsos em sistema da administração pública, e associação criminosa. Além da prisão, ele deverá pagar uma multa de mais de R$ 13 milhões.

 

Na decisão, a juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, considerou que Paulo Preto comandou um esquema de desvio de mais de R$7 milhões que deveriam ter sido usados na indenização de moradores prejudicados pelas obras do entorno do trecho sul do Rodoanel de São Paulo e a ampliação das avenidas Jacu Pêssego e Marginal do Tietê.

 

Além dele foram condenados também José Geraldo Casas Vilela, ex-chefe do departamento de assentamento da Dersa e a psicanalista Tatiana Arana de Souza Cremonini, filha de Paulo Preto.

 

A Justiça Federal também decretou a perda dos bens do ex-diretor e dos outros condenados. O grupo deverá pagar, ainda, solidariamente uma indenização de R$ 7,7 milhões  aos cofres públicos.

 

Segundo o Ministério Público Federal, Paulo Vieira de Souza incluiu a filha Tatiana e mais 6 empregadas da família no programa de reassentamento do trecho sul do Rodoanel para receberem as indenizações de desapropriação dos terrenos para a construção da via.

 

Posteriormente, o Ministério Público descobriu também que Paulo Vieira de Souza teria cadastrado irregularmente mais de 1,7 milpessoas para desviar as indenizações de desapropriações.

 

Essa é a segunda sentença da Justiça Federal em ações penais da Lava Jato em São Paulo.

 

Na última quinta-feira, dia 28, o ex-diretor da Dersa já tinha sido condenado a uma pena de 27 anos e oito dias de prisão por ter fraudado licitações e participado de formação de cartel em obras do trecho sul do Rodoanel e do Sistema Viário Metropolitano de São Paulo entre 2004 e 2015.

 

Paulo Preto está preso desde fevereiro, quando foi deflagrada a 60ª fase da Operação Lava Jato.

 

De acordo com o MPF, a operação investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada com a Odebrecht.

 

Paulo Preto é apontado como operador de esquemas envolvendo o PSDB em São Paulo. Pelos cálculos da procuradoria, as transações investigadas superam R$ 130 milhões.

 

A defesa de Paulo Vieira disse que não irá se manifestar sobre a decisão da justiça. 

 

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique