Desmatamento na Amazônia Legal caiu 77% em março, segundo Imazon

03:00 Geral, Notícias 06/05/2019 - 16h10 Brasília Embed

Renata Martins

O desmatamento na Amazônia Legal caiu 77% em março de 2019 em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

 

Os dados significam uma diferença de 221 quilômetros quadrados de florestas que deixaram de ser destruídas na comparação entre março de 2018 e março deste ano.

 

Pesquisador associado do Imazon, Carlos Souza atribui a redução a questão climática. Segundo ele, as fortes chuvas podem ter contribuído para a queda no desmatamento.

 

Mas os dados do Instituto de Pesquisas Imazon – que monitora a Amazônia também apontam aumento de 24% do desmatamento nos oito primeiros meses do atual calendário do desmatamento – período que compreende agosto do ano anterior até março deste ano.

 

Carlos Souza – que coordena e monitora a Amazônia afirma que a redução do desmatamento em março é uma boa notícia. Porém, alerta que é importante observar a série histórica – que há sete anos vem apresentando piora nos índices de preservação da floresta.

 

Para o pesquisador do Imazon, é preciso intensificar a fiscalização e as operações de combate a esse tipo de crime ambiental, para frear o desmatamento.

 

Proporcionalmente, Mato Grosso é que mais desmata, mas o estado seguiu a tendência de março e reduziu em 78% o desmatamento.

 

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado afirma que utiliza a tecnologia para monitoramento em tempo real e autuação remota, o que possibilitou, nos quatro primeiros meses deste ano, a aplicação de cerca de R$ 110 milhões em multas e 32 mil hectares embargados por desmatamento ilegal.

 

O Sistema de Alerta do Desmatamento da organização revela ainda que a maioria – 58% - do desmatamento ocorreu em áreas privadas. Terras Indígenas ainda são as que mais protegem e registaram o menor desmatamento: 2%.

 

No ranking das dez Unidades de Conservação que mais sofreram com a perda de suas florestas, seis estão localizadas em Rondônia.

 

O ministério do Meio Ambiente não se pronunciou sobre os dados até o fechamento desta reportagem. 

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